terça-feira, 8 de abril de 2014

Lua de Sangue

Graça, Paz e Alegria!

Alguns estão entrando na história das "luas de sangue", achando que esse será o prenúncio do fim do mundo...

Há os que ligam com textos Bíblicos, como em Joel 2.31 - O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor.

Mas os próprios estudiosos dizem que esse evento já aconteceu outras vezes! Então... pode também não ser exatamente esse evento noticiado para os próximos dias, até setembro, o evento do fim, pois se já aconteceu outras vezes, pode ainda acontecer de novo, pode ser o último, pode ser que desencadeie os eventos e ainda tenha um tempo para tudo se cumprir, pode ser que seja "o fim"... pode ser... pode ser... pode ser... Tantos "pode ser" juntos podem redundar em ao menos um "pode não ser"...

Alguns tentam atrelar os acontecimentos desse evento "lua de sangue" antigos com eventos ocorridos com Israel:

- a primeira vez na Idade Média, em 1493, quando os judeus foram expulsos pela Inquisição Católica na Espanha;

- a segunda, em 1949, quando o Estado de Israel foi estabelecido na Palestina;

- a terceira em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias entre Árabes e Israelenses.

Então... no máximo... se acontecer de novo... poderá ser mais um evento atrelado a essa história de Israel...

Só que esse evento pode desencadear o processo do fim mesmo, predito por Jesus... Mas apenas desencadear... e apenas "pode"...

Não nos compete saber o tempo... As pessoas fazem a leitura de "Atos dos Apóstolos 1.8", mas "deixam de lado" Atos dos Apóstolos 1.6-7...

Podemos ver os sinais e saber que tudo se aproxima, isso sim! Jesus falou sobre isso, temos outros textos, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento que falam de "sinais" e, com isso, podemos observá-los e notá-los... Mas apenas isso: ver os sinais e saber que se aproxima, que há coerência na profecia Bíblica e que tudo está se encaminhando para o acontecimento...

Só que, diante dessa observação e notando o devido cumprimento, não caia na tentação de definir o próximo evento como o último... Pode ser, mas pode ainda não ser... Não se prepara a Noiva dizendo que o próximo evento é o "derradeiro", mas discipulando para uma vida de santidade e busca da vontade do Senhor... não com regrinhas de santidade, mas buscando o discernimento do Espírito Santo para cada momento, pois regrinhas apenas dizem o que pode ou não ser feito, mas o Espírito Santo pode nos dizer o que pode ou não ser feito e mais: nos dizer o que, mesmo podendo ser feito, não deve ser feito naquele momento, mas em outro...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

sábado, 5 de abril de 2014

Agir como a Bíblia diz...

Graça, Paz e Alegria!

Não caia na tentação de mudar a interpretação da Bíblia diante da sua realidade de vida...

Passamos aflições neste munto! Todos podemos passar! Não é para alguns, apenas...

Mas Jesus nos diz para ter bom ânimo, pois Ele venceu o mundo! Aliás, Jesus disse que no mundo passamos por aflições para os seus discípulos! Não disse que eles não teriam isso, antes alertou da mesma forma os seus chegados! Logo, isso vale para todos, tidos como bons ou maus...

Situações delicadas e cheias de sentimento podem nos levar a mudar o entendimento do que diz a Bíblia, adaptando para essa realidade...

Esse tipo de situação pode nos levar para erros! E mesmo os grandes personagens da História da Bíblia que entraram por esse caminho, tentando fazer diferente, adaptar ou que erraram mesmo, passaram por um processo de ajuste da parte do Senhor para a interpretação correta, quando aceitaram esse ajuste!

Esse é o exemplo: mesmo que adaptemos a interpretação, podemos nos ajustar com o Senhor, se O buscarmos!

Não é o que nos acontece que deve nos levar a  mudar a interpretação da Bíblia, mas a Bíblia deve mudar a nossa interpretação de como agir!

O que precisamos é deixar nossa vida ser ajustada de acordo com o que nos revela a Palavra do Senhor. Mas é isso mesmo: o que diz e não o que dizem sobre essa Palavra... O Espírito Santo não orienta apenas alguns a dizerem o caminho correto! O Espírito Santo orienta a todos quantos queiram essa orientação...

Infelizmente, o que a Palavra do Senhor diz muitas vezes é diferente do que muitos tidos como bons entendedores da Palavra ou pessoas com "frutos" dizem dela... E pode ter certeza: muita coisa tida como boa no meio cristão, não é recomendada de fato pela Palavra!

Logo... ainda pecamos por não conhecer as Escrituras... Deixamos outros interpretarem em vez de buscar no Senhor o entendimento...

E alguns que notam isso, acabam exagerando também na forma de agir... Uns não querem algumas coisas, outros exageram na liberdade, chegando ao ponto da libertinagem, de dar ocasião para a carne! É preciso entender o que a Palavra mesmo orienta!

Essa Palavra é Vida! Gera em nós o Padrão do Senhor! Nos ensina a reconhecer o caminho errado e fugir dele! E nos ensina que, mesmo que trilhemos o caminho errado, podemos, mesmo que já sejamos conhecedores da Palavra, nos ajustar com o Senhor. A chance de arrependimento não é dada apenas para aquele que ainda não conhece. Mas é dada para todos, pelo que lemos na Palavra.

Basta buscarmos o agir do Senhor... apenas o agir do Senhor... E isso fará diferença em nossa vida! Nem iremos ser intolerantes com algumas coisas, nem seremos amplamente tolerantes com o que não se deve ser... mesmo que aconteça diretamente conosco ou com quem nos é próximo...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

quarta-feira, 19 de março de 2014

Pedras clamariam o que? E podemos impedir alguém de falar do Senhor, mesmo que não siga adequadamente?

Graça, Paz e Alegria!

Parece mais fácil ver uma "pedra clamando" que entender que "quem não é contra nós, é por nós"...

Somos capazes de notar claramente quando uma pessoa diz algo que se aproxima do Evangelho (e muitas vezes é apenas isso: se aproxima, não é ainda) e dizemos que se nos calamos, as pedras clamam...

Vamos ler o texto de Lucas 19.28-41:

28 Tendo Jesus assim falado, ia caminhando adiante deles, subindo para Jerusalém.
29 Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto do monte que se chama das Oliveiras, enviou dois dos discípulos,
30 dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte, e aí, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que ninguém jamais montou; desprendei-o e trazei-o.
31 Se alguém vos perguntar: Por que o desprendeis? Respondereis assim: O Senhor precisa dele.
32 Partiram, pois, os que tinham sido enviados e acharam conforme lhes dissera.
33 Enquanto desprendiam o jumentinho, os seus donos lhes perguntaram: Por que desprendeis o jumentinho?
34 Responderam eles: O Senhor precisa dele.
35 Trouxeram-no, pois, a Jesus e, lançando os seus mantos sobre o jumentinho, fizeram que Jesus montasse.
36 E, enquanto ele ia passando, outros estendiam no caminho os seus mantos.
37 Quando já ia chegando à descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinham visto,
38 dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu e glória nas alturas.
39 Nisso, disseram-lhe alguns dos fariseus dentre a multidão: Mestre, repreende os teus discípulos.
40 Ao que ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão.

Quer dizer que tem um contexto? Não é qualquer coisa? Bom... pelo contexto, podemos entender que quando nos calarmos de anunciar quem é Jesus, até mesmo pedras podem clamar. Quando nos calarmos no anúncio sobre a pessoa de Jesus, quem Ele é, o Messias esperado, aquele que vem em nome do Senhor, o cumprimento da profecia, neste caso, pedras clamarão e anunciarão em nosso lugar. Mas, muitas vezes, vemos esse contexto das "pedras clamarem" em qualquer coisa que se aproxime da mensagem do Evangelho... As pedras estarão clamando de fato quando nos calarmos e deixarmos de anunciar quem é Jesus e aí, as pedras dirão quem Ele é... é como vejo...

Mas... quando aparece um "pregador" que parece misturar muitas coisas na mensagem, já saímos "denunciando" como falso pregador. Como não temos a chance de "impedir" o pregador, queremos "desmascarar" o mais rapidamente possível...

Como fica o texto de  Marcos 9.38-41? Vamos ler:

38 Disse-lhe João: Mestre, vimos um homem que em teu nome expulsava demônios e nós lho proibimos, porque não nos seguia.
39 Jesus, porém, respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo depois falar mal de mim;
40 pois quem não é contra nós, é por nós.
41 Porquanto, qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa.

Não devemos impedir aquele que, mesmo não seguindo, faça algo em nome de Jesus. O texto diz que um homem expulsava demônios, mas não seguia a Jesus e João contou que eles o proibiram de fazer isso (expulsar demônios). Jesus diz que não é para fazer assim! E não falou apenas em "expulsar demônios", mas falou em fazer milagres ou que viesse a dar água (suprir uma necessidade), quando fizesse no nome Dele, mesmo que "não seguisse".

Mas aí temos que entender os alertas nas Cartas Pastorais, deixando claro que alguns pregadores não faziam a obra do Senhor de fato e esses deviam ser observados com cuidado e nem mesmo dever-se-ia dar ouvidos a eles! São alguns textos e não iremos citar por aqui, mas acredito que muitos tenham esses textos na lembrança.

Bom, vamos entender: esses "pregadores" que vemos alertas nas Cartas Pastorais eram pessoas reconhecidas como parte dos "do Caminho", dos seguidores de Jesus e anunciadores da mensagem! Eram "parte integrante" da comunidade e queriam, claro, ter tal reconhecimento no meio da comunidade de fé. Hoje em dia temos muitas igrejas, denominações e lugares de reunião, não apenas um em cada cidade, como parece que era nos dias do Novo Testamento, até por conta da concentração maior de pessoas em determinados lugares, inviabilizando a ideia de ter apenas uma única comunidade por cidade, como alguns ainda pensam ser o certo.

Assim, muitas vezes, as diferentes comunidades ficam alertando sobre os erros dos pregadores de outras comunidades. Diferentemente do que ocorria nos dias das Cartas Pastorais, onde o alerta era dado por conta de alguém que se entendia como parte da comunidade mesmo onde o alerta era dado ou, quando muito, era um "pregador itinerante", indo de igreja em igreja, precisando ser recebido, acolhido e ter a chance de falar alguma coisa naquele lugar, na própria comunidade. O alerta não era para os pregadores de outras comunidades, mas para os da própria!

Dessa forma, entendo que não cabe a necessidade de "alertas" sobre os pregadores de outras comunidades. O que precisamos é pregar a mensagem de fato, como ela realmente é e mostrar com a diferença na mensagem a realidade do verdadeiro fruto, que não é necessariamente ter muitas pessoas por perto, mas ter uma vida transformada e dirigida pelo Senhor! Quando muito, esses pregadores de outras comunidades, não seguem de fato a Jesus e, mesmo assim, acabam realizando algumas das obras, como no caso do homem que expulsava demônios, mesmo sem seguir a Jesus. Claro que no discipulado, no acompanhamento dos da fé, é importante dar o devido alerta para o reconhecimento do anúncio da verdadeira mensagem. Isso vai fazer com que os fiéis, dirigidos pelo Espírito Santo e não por seu alerta, possam discernir a mensagem pregada em outras comunidades e buscar onde ela realmente tem coerência com o que a Bíblia revela...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Será que sabemos discipular?

Graça, Paz e Alegria!

As pessoas, convertidas ou não, dizem da sua experiência com base naquilo que elas conhecem. E o discipulado, para o convertido, parte dessa experiência e vai ajustando o que se faz necessário ajustar...

Aí, aparece alguém e diz que não se sente só ao compor músicas e os cristãos, em vez de discipular, ou pelo menos, com amor, dizer o que é isso dentro da sua experiência no cristianismo, já começam a dizer que não é para ouvir as músicas da pessoa...

Os cristãos também precisam ser discipulados nisso. Vivem querendo criar regrinhas e quanto mais complicado, mais parece santo. Essa é a experiência dos "usos e costumes" ou a ideia ainda da época da Lei, no judaísmo. Esses não conseguem fazer a conciliação entre os textos da Lei com a Graça e fazem como muitos dos dias de Paulo, que eram pessoas que queriam que as pessoas convertidas, mesmo os gentios e, portanto, "de fora" do judaísmo, seguissem uma série de regrinhas. Leia Atos dos Apóstolos 15 e tire suas conclusões... Na época, era as regrinhas que os judeus, mesmo reconhecendo Jesus como Messias, ainda seguiam (inclusive Paulo!!!)... Muitos acham que era só a questão da circuncisão, mas isso é uma leitura superficial do texto, rasa demais para o próprio texto... nem literalmente é possível entender isso (tendo como exemplo as atitudes de Paulo reveladas em outras passagens de Atos dos Apóstolos), mas alguns insistem em pensar isso... Hoje... algumas daquelas regras ainda aparecem... outras novas aparecem também... e assim se segue...

Ninguém me diz o que eu posso ou não fazer, a não ser o próprio Espírito Santo. Nem serei eu a dizer o que alguém pode ou não fazer ou ouvir... A não ser que o Espírito dê uma orientação coletiva, como Paulo mesmo fez em algumas de suas cartas... e mesmo assim, era para evitar conflitos sociais, normalmente...

TUDO ME É LÍCITO! Nem tudo me convém... E o que não me convém, não necessariamente não convém a outra pessoa! Pode variar de pessoa para pessoa, de época para época, de lugar para lugar!!! É isso mesmo: o que não me convém agora, não necessariamente não me convém em outro momento. Paulo fala disso claramente ao mostrar que a carne vinda do "mercado" podia servir de alimento aos gentios, mas não era conveniente que se comesse na frente dos judeus messiânicos (que entendiam que Jesus era o Messias). Logo, não era conveniente em um momento específico, mas em outro podia!!!!

Agora... voltando para o caso de alguém que aparece e diz que tem ajuda para compor... em vez de entregar pro inimigo de vez e "condenar"... vamos discipular e orientar a forma correta de ver essas coisas... Não seria melhor? Por que se peca? Por não conhecer as Escrituras... ou não? Em vez de "condenar", apresentemos as Escrituras! E enquanto não podemos discipular e orientar, que não joguemos fora, simplesmente... mesmo que não dê para orientar, não vamos incentivar que busque da forma errada ao "condenar" simplesmente... O Senhor entende e incentiva o romantismo! Ou não podemos ler também de forma romântica o livro de Cantares ou até Rute? Se podemos ler assim esses livros, por que não se poderia partir do Senhor o inspirar alguém na composição de poesias e músicas? Assim, a companhia para a composição continua existindo... mas da forma como podemos entender...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Como acaba o ciclo da incredulidade?

Graça, Paz e Alegria!

Primeiro, é importante lembrar que a Língua Portuguesa é muito rica e uma mesma palavra pode apresentar alguns significados, alguns parecidos, outros bem diferentes, e é preciso buscar esse significado que faz a frase ter o melhor sentido.

Pensando em "incredulidade", temos no dicionário:

"1. Qualidade, caráter ou condição de incrédulo;

2. Ausência de fé ou crença religiosa;

3. Característica, tendência ou pensamento de quem não se deixa convencer com facilidade, ou de quem (já) não acredita (tão) facilmente nas coisas que lhe dizem." - fonte: http://aulete.uol.com.br/incredulidade

Fico, neste texto, com a terceira definição - "Característica, tendência ou pensamento de quem não se deixa convencer com facilidade, ou de quem (já) não acredita (tão) facilmente nas coisas que lhe dizem."

Como pastor, fico muito preocupado com a questão religiosa e, claro, seria mais simples entender o que escrevo com essa conotação, pois tenho a Bíblia como regra de fé e prática, e terei, ao longo do texto, recomendações Bíblicas genéricas como exemplo. Mas, apesar de parecer preocupado apenas com a questão religiosa, o que escrevo se aplica para qualquer pessoa, religiosa ou não, e para qualquer assunto, religioso ou não. O exemplo "religioso" que trago pode se aplicar para outras tantas situações da vida!

Para acabar com a incredulidade, é muito importante apresentar argumentos. Mas se lermos os Evangelhos, veremos que Jesus apresentou pessoalmente muitos argumentos, para deixar claro a questão do Reino de Deus e Sua missão. Além de Jesus, os discípulos também apresentaram argumentos, desde o Evangelhos, passando por Atos dos Aopostolos e por muitas cartas, incluíndo Paulo. E ainda assim, muitos não acreditam. Logo, apresentar argumentos não resolve para todos a questão da incredulidade. Pode resolver para uma parte, mas não para todos.

Para acabar com a incredulidade, se apresenta "sinais", o testemunho do que se acredita e o testemunho de que há realmente motivos para se acreditar no que ainda não se acredita. Mas Jesus apresentou sinais e ainda deu o maior de todos: o "sinal de Jonas", com sua ressurreição, e ainda assim, muitos não acreditam. Seus seguidores, ao longos dos anos (com exemplos nas páginas da Bíblia e outros tantos ao longo da história), mostraram muitos sinais e o que a pessoas preferem ver é a ausência de testemunho e a falta de coerência de alguns. Muitos podem crer com sinais e testemunho, mas ainda assim não são todos.

Para acabar com a incredulidade, é muito importante apresentar provas. Mas no caso da apresentação da mensagem do Evangelho e seu alcance, as provas são encontradas na união de argumentos e testemunho (sinais). A confirmação dos argumentos na prática da vida daquele que acredita. E mesmo assim, alguns não acreditam. Muitos podem acreditar, mas ainda haverá quem não acredite.

Sempre parece que quem acredita em algo precisa mostrar algo para quem não acredita. Sempre parece que é quem acredita que irá dar razões para o outro acreditar. Mas o acreditar não está no que se pode apresentar...

Para acabar com o ciclo da incredulidade só tem um jeito: se render. É uma disposição pessoal que argumentos, sinais, testemunho, provas, podem ajudar, mas nunca resolver. Apenas com uma disposição pessoal será possível acabar com o ciclo da incredulidade. No caso da questão religiosa, ouvir o Espírito Santo. E no caso de qualquer assunto, vale a mesma disposição interna de se render ao tema.



Continuo com o hábito de guardar o que é bom...


Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Agradecimentos...

Graça, Paz e Alegria!

Como a imprensa não faz a mesma divulgação do "sepultamento" do PL 122 como fez com outros projetos, é tempo para agradecimentos por conta do "sepultamento" do PL 122:

- A cada ativista que exagerou no desejo de sua liberdade, que deu a necessária legitimidade de argumentação para quem dizia que o projeto era exagerado, pois não queria simplesmente a sua liberdade, mas queria tirar a liberdade do outro - dividir a liberdade deve ser a meta;

- A cada pessoa que tentou insistir que o projeto que foi denominado "cura gay" era uma tentativa de "curar" alguém e quando algumas pessoas leram o que realmente queria o projeto, ficaram decepcionadas com a manipulação dos que conseguiram que projeto fosse retirado da pauta (apesar de alguns setores ainda manipularem, dizendo que o Congresso derrubou, ele só foi tirado da pauta) e viram que havia "algo obscuro" no meio disso;

- A cada pessoa que tentou atacar o Dep. Marco Feliciano (a quem, pastoralmente, escrevi diretamente comentando sobre a minha posição diferente da dele em alguns aspectos) como se ele fosse o "autor" do projeto erroneamente chamado de "cura gay" e quando algumas pessoas descobriram que até isso tentava se manipular, pois o autor do projeto era outro e esse autor nunca foi criticado em eventos públicos, viram que mais coisas poderiam estar sendo manipuladas nessa história;

- A cada pessoa que "comprou a briga" de ativistas e tentou defender de forma equivocada, pois algumas pessoas descobriram isso e até mesmo homossexuais ficaram tristes com a forma como o assunto seguiu. Sim, conheço e respeito homossexuais, que me conhecem e me respeitam, apenas não concordamos em tudo, como nesse assunto em especial, além de outros assuntos mais. Mas daqueles que tentam difamar e exagerar, ativistas, participantes ou apenas "simpatizantes", querendo um respeito que não dão, prefiro me afastar para evitar maiores interpretações erradas e/ou equivocadas sobre posições e forma de agir.

Pensou que eu iria agradecer a Igreja por orar e se posicionar? Isso é a essência do que somos, não tem porque agradecer a isso...

Por uma sociedade que, mesmo não concordando com as ideias e as forma de ação, saiba realmente respeitar o outro, fica o meu agradecimento.

A luta não terminou! O Código Penal ainda passará por mudanças e é preciso que uma atitude discriminatória seja interpretada de forma diferente da simples opinião a respeito do assunto. Mesmo não concordando, não discrimino. Mesmo pregando contra a forma de vida, respeito a vida, até porque entendo que, mesmo não sendo conveniente fazer alguma coisa, ainda assim tudo é permitido, até mesmo o que eu não concordo é permitindo, só não é conveniente, o que deixa a decisão sobre o que se faz ou não para a pessoa, mas não sem deixar claro que, mesmo podendo fazer, pode ser que o Senhor da Vida veja aquilo como algo que não deveria e deixo apenas para Ele a decisão, com Graça, sobre a salvação ou não. E quem não acredita nisso, não pode se sentir atingido por isso... Como se sentir atingido por algo que se acha que não existe?

E quem disser que não é possível isso (não concordar sem discriminar), que me explique como fica a posição de quem é contra os "da fé" nesse aspecto: então discriminam os que continuam pensando assim? Se é possível não concordar com "os da fé" sem discriminar, é possível não concordar com os que fazem algo que entendemos que deve ser evitado sem discriminar. Qualquer coisa diferente disso é "dois pesos e dias medidas", o que visava originalmente o PL 122.

Que no Código Penal seja tipificado da forma correta em vez do que se pretendia originalmente com o PL 122, que passou por mudanças ao longo dos anos, mas ainda assim não perdeu a sua "identidade original", infelizmente. Em nosso país, ainda que algo mude, alguns ainda tentam aplicar como era "originalmente" e se colar... No nosso país, alguém que é denunciado e condenado, sempre aparece alguém querendo defender a "inocência", e quem é denunciado e absolvido por falta de provas, sempre aparece alguém para dizer que houve a denúncia, como se a denúncia apenas fosse prova suficiente... Já pensou se isso fosse aplicado para todos os casos: apenas a denúncia é suficiente para ter a suspeita eterna? O que ia ter de denúncia sem fundamento por aí...

Não concordar, dizer que não concorda com o que a pessoa faz ainda não é crime nesse País e espero que nunca seja! Para o bem de todos, pois se um dia o pensamento religioso for classificado como criminoso, esse será um passo para que qualquer pensamento assim seja classificado. Que nenhum pensamento seja classificado como criminoso, para o bem até mesmo do pensamento contrário! Que a afirmação de ideias não seja crime, a não ser em casos onde até mesmo grupos contrários concordam que aquilo é crime. E que a atitude seja realmente avaliada em cima do que se faz, e não simplesmente porque não se concorda, porque os exageros precisam ser coibidos. Não se deve tornar exagero qualquer coisa, mas o exagero deve sim ser punido!

Espero, enfim, pelo dia da Volta do Senhor Jesus, pois é dessa forma que vejo que a sociedade será realmente diferente e melhorada. E quem espera de outra forma, que pense bem na liberdade que quer ter, pois para ter essa liberdade não deve tirar a liberdade de outra pessoa que pense de forma contrária, a não ser naquilo que a lei defina mesmo como errado e, claro, que se tome cuidado com o que se entende que é "crime" para não "criminalizar" o que não é crime de fato. Pois se um dia a convicção religiosa for criminalizada, qualquer convicção um dia poderá ser! Que seja crime não a ideia de que algo é certo ou errado religiosamente falando, mas a ação de um religioso em hostilizar a pessoa - e que se veja diferença entre não concordar com o que faz ou pensa e a real hostilidade, em vez de fazer tudo contra o pensamento e a forma de agir ser hostilidade. Não concordar com o que o outro pensa ou faz não é crime! E espero que não seja nunca...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Erros e abusos de todos os lados...

Graça, Paz e Alegria!

Recomendo a leitura de 1 Tessalonicenses 5.21 - "mas ponde tudo à prova. Retende o que é bom"...

Estou inquieto com o rumo das coisas em nosso país... Agora, alguns tentam dizer que não é apenas os "vinte centavos" que estão nas manifestações de São Paulo, e outras por outros valores pelo Brasil, mas que todo o caldo que oprime o cidadão Brasileiro como corrupção, alta carga tributária, falta de educação, saúde, segurança... Bom... não vi nada de outros assuntos em faixas e gritos de ordem das manifestações nem em entrevistas dos organizadores... Não se deixe enganar por quem está tentando tornar mais correto algo que, de todos os lados, apresenta seus erros!

Quando morrer um, policial, manifestante ou um simples cidadão que passou por perto, aí vão pensar em negociar em vez de insistir só no protesto?!?!?

Muito fácil para qualquer um ficar em casa, na frente do computador, e achar que a polícia ou os manifestantes estão certos ou errados, muitas vezes manipulado com a versão de um dos lados da história, ou da imprensa que resolveu mostrar abusos da polícia porque foi atingida..., sem participar da emoção e da comoção do momento... Sugestão: quando for ler notícias nos sites e nos blogs, tome cuidado para não ler apenas "um lado" da história e, de preferência, onde os tiver, leia comentários, pois há pessoas que comentam como quem viu as coisas, não por ter participado de nada, apenas porque estavam por perto das coisas que aconteceram...

Não sei se você conhece alguém que ficou "refém" dos exageros das Manifestações em São Paulo...

Eu conheço uma pessoa que estava dentro do Pátio Paulista, bem perto do carro que foi quebrado lá dentro... Isso no primeiro dia das manifestações que já contam com 4 e uma quinta já marcada...

Pelo que soube, não havia policial na mira para dizer que jogou para atingir o policial e acertou algo DENTRO do Pátio Paulista... Não foi no vidro que dá para a rua, mas DENTRO!

O que dizer para essa pessoa que estava lá e viu essa ação, e ficou apenas torcendo para que nada acontecesse com ela e com os demais que ali estavam? Que é uma manifestação pacífica? Que se algo acontecesse era "baixa de guerra"? Que a pedrada era resposta a uma violência anterior? O direito de ser violento por ser vítima da violência?!?!?! ♪ "Não vou sobrar de vítima das circunstâncias" ♫ ...

O que dizer para a mãe dessa pessoa? Que a segurança da sua filha estava garantida, sem exageros da polícia ou dos manifestantes? Ou que era algo justo, de qualquer dos lados da ação?

A polícia pode ter exagerado, e eu acho que o fez... Mas que esses policiais sejam investigados e até mal falados pela sociedade, trocados e novos sejam treinados... Não quero ter que saber que pessoas muito próximas a mim passaram por esse tipo de coisa, que me deixa indignado quando é com totais desconhecidos! Eu já choro, oro, clamo, fico revoltado quando são pessoas que não conheço, imagina como fico ao saber que pessoas que conheço e que tem ligação de sangue com meu filho passaram por situações assim... Eu fico indignado quando pessoas que fazem coisas com as quais eu não concordo são vítimas de violência! Quanto mais quando pessoas próximas passam por isso...

Estava dentro do Pátio Paulista! Eu gosto de ir lá... Mesmo que não gostasse, eu me colocaria no lugar de quem ali estava... mesmo que nem fosse alguém conhecido! As pessoas que ali estavam, não estavam na Paulista, nem na manifestação e muito menos apenas passando por ela... Pra que jogar pedra lá dentro? A polícia exagerou e muitos reclamam. E os manifestantes que exageraram? Quem vai reclamar desses? Muitos dizem que agora o Brasil está acordando... Se for para acordar assim, que continue "deitado eternamente em berço esplêndido"!

Que não haja exageros de lado nenhum! E se a polícia o fizer, que seja só ela! Para que possamos nos indignar apenas com a polícia, com o comando, com os políticos... Não quero me indignar com os dois lados e ter que ficar pensando em quem exagerou primeiro... ou ficar defendendo um dos lados, sabendo que dos dois lados há erros e acertos... Não defendo cegamente nenhum dos lados! Há acertos e há erros dos dois lados. Precisamos saber abstrair o que é bom de cada coisa que acontece (recomendação do Apóstolo Paulo aos de Tessalônica, na primeira carta a eles endereçada, capítulo 5, versículo 21) e não ficar defendendo um lado como herói e outro como bandido... Ou vemos os erros e acertos dos dois lados, ou passamos a fazer parte de um dos lados e se algo ruim acontecer, teremos a mesma responsabilidade de quem realizou, pois a pessoa pode se motivar por conta de alguma manifestação a favor de nossa parte...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor