quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Sobre o Reconhecimento de Jerusalém como Capital de Israel

Graça, Paz e Alegria!

Pensando a respeito do Reconhecimento de Jerusalém como Capital de Israel por parte dos EUA:

1) Muitos falam que os EUA perderam o status de negociador do conflito na Região, ao tomar partido por Israel. Mas... vamos combinar: há quantos anos os EUA mediam esse acordo e sem sucesso, pois continuam os problemas? Seguir com algo apenas para dizer que existem esforços, mas nada acontecer, é o mesmo que não fazer nada!

2) Muito se fala que a decisão foi do Presidente Trump, mas essa é uma decisão tomada desde a época do Presidente Clinton! A decisão tinha um artigo que permitia adiar a execução, mas a decisão estava tomada! Presidentes Clinton, Bush e Obama falaram desse reconhecimento, tem até vídeo com essas declarações, mas preferiram seguir adiando. Se a decisão era errada, não devia ter sido tomada! Tomar a decisão e ficar adiando indefinidamente não é adequado...

Vou para um terceiro ponto, que será um pouco mais longo:

3) Nos argumentos "contra" Jerusalém ser Capital de Israel, muitos acham que "lacram" ao "pedir um livro, que não seja a Bíblia, que confirme que Jerusalém é de Israel". Acontece que a Bíblia não é apenas um livro de Fé e Prática: é também um livro HISTÓRICO! E a Arqueologia não consegue simplesmente desmentir a Bíblia. Muitos achados confirmam o que o texto Bíblico relata. Logo, o "lacre" dessa "lacração" está rompido antes mesmo de "lacrar" alguma coisa!

Sem contar que podemos sim indicar livros que falam disso, sem ser a Bíblia. Começo com um: "História dos Hebreus", de Flávio Josefo.

Mas vou voltar a comentar sobre a Bíblia, porque sei que mesmo indicando outros livros, ainda vão reclamar apenas da Bíblia, logo, não vou seguir tendo esse trabalho de indicação, mas vou comentar sobre o livro que realmente será alvo:

Ela é pra mim regra de Fé e Prática. No entanto, é também pra mim um livro histórico, com fundamentos confirmados pela Arqueologia.

Se para você a Bíblia não é livro de regra de Fé e Prática, sem crise! Mas "jogar fora" como livro histórico é ser tendencioso com relação ao próprio curso da História! Se você escolhe quais livros prefere para fundamentar a História, pode ser que sua História seja Estória!!!! Apesar de em desuso, o termo serve como exemplo neste caso para diferenciar.

Desprezar um livro que tem sido confirmado por arqueólogos é tentar direcionar o conhecimento da História para o que prefere e negar o que pode mesmo ter acontecido!

O impasse pode sim ficar na questão espiritual. Eu acredito em mais coisas que você, se você não tem a Bíblia como regra de Fé e Prática. Mas como livro histórico, nós dois devemos sim ver as mesmas coisas!!! Tanto na Bíblia como em outros livros históricos.

A sequência deste texto mostra muito mais a visão de quem tem a Bíblia como regra de Fé e Prática. Mas recomendo a leitura para todas as pessoas, mesmo que não acreditem nisso, pois não podemos nos furtar do conhecimento de posições diferentes, tanto para fundamentar a nossa e ver mais razões que nos levam a pensar diferente, como para uma reflexão sobre a possibilidade de reformular o nosso pensamento!

Sem contar que muitos que afirmam ter a Bíblia como regra de Fé e Prática até pensam este assunto como os que não possuem esse entendimento!

Aquela terra foi dada como promessa do Senhor a Abrão / Abraão - Gênesis 12.1; 13.14-18; 15.7; 17.1-8.

O Senhor já revelou para Abraão o tempo de escravidão no Egito e a volta para casa do livro do Êxodo - Gênesis 15.12-21.

A promessa feita a Abraão é renovada com Isaque - Gênesis 26.1-6.

Nova renovação da promessa, agora para Jacó / Israel - Gênesis 28.10-17.

José confiava na promessa - Gênesis 50.22-26.

Moisés é chamado para levar o povo do Egito de volta para a terra que o Sehor prometeu - Êxodo 3.

Podemos citar muitos textos da Bíblia que confirmam a promessa do Senhor para Israel. Mas vamos ficar agora com um que fala sobre "ser espalhado pela Terra por desobediência e retorno para casa, caso volte a buscar a vontade do Senhor":

No livro de Deuteronômio encontramos promessas sobre bênção e maldição a partir da decisão de obedecer ou não o querer do Senhor (28), nova aliança do Senhor com o povo (29), que fala até mesmo de grandes problemas que o povo de Israel poderia passar se deixasse de seguir a vontade do Senhor.

E no capítulo 30, o Senhor deixa claro que se o povo que desobedeceu, e foi até mesmo espalhado pela face da Terra, se arrepender e buscar a Sua vontade, o Senhor os levará de volta para a terra que deu para esse povo.

Desde a queda de Jerusalém, por volta do ano 70 d. C., os judeus viveram espalhados pelo mundo. Começa naquele evento, poucos anos depois se torna definitivo, e logo o povo estava espalhado pelo mundo. Mantiveram muitas de suas crenças, muitos evitaram se "misturar" com outros povos em casamentos, e mesmo entre os que "mituraram", muitos que não eram judeus acabaram assumindo o entendimento judeu das coisas.

Existe uma piada que dá conta que na hora que o avião está em queda, até mesmo ateu faz oração!

Pode até não ser exatamente assim, mas como piada expressa que qualquer ser humano, no momento de maior dificuldade, mesmo aquele que não acredita em Deus, pode recorrer ao sagrado. Mesmo entre os que acreditam, muitos reforçam a busca pelo Senhor no momento da angústia e "deixa mais suave" quando as coisas estão em ordem.

Enquanto prosperavam, os judeus seguiam "espalhados".

Mas durante a Segunda Guerra Mundial, os judeus foram perseguidos pelo Nazismo! Quer momento de mais angústia que ver pessoas presas, morrendo, sabendo que pode ser o próximo?

É claro que muitos naqueles dias buscaram ao Senhor. Muitos, mesmo pouco antes da morte! Outros, os que conseguiram escapar, buscaram também! É algo natural na condição humana isso! Exatamente por isso, é possível imaginar que os judeus assim fizeram! Se não fossem os testemunhos confirmando, seria possível imaginar mesmo assim!

O movimento que pretendia a volta para a casa por parte dos judeus começa a ganhar força antes mesmo da Guerra, no final do século XIX. Mas só depois da Segunda Guerra isso acontece, depois do tempo de maior angústia que levou a buscar ao Senhor!

Como pessoa de fé, entendo que isso aconteceu em cumprimento ao texto de Deuteronômio 30! Eles buscaram e o Senhor os ajuntou de todos os lugares! Levou de volta para a terra que foi dada como promessa!

E a promessa não define "divisão".

Pode até parecer a solução mais simples, humanamente falando.

E pode até acontecer! Mas não será por conta da manifestação do Senhor. Será por algum ajuste humano. Porque a promessa do Senhor não muda e não fala em divisão!

Acho muito mais provável que não aconteça a divisão. E não apenas por decisão dos EUA, ou de Israel, ou ainda dos Palestinos. Se fosse possível essa solução, ela já teria sido aplicada. Não parece possível ir por esse caminho. A menos que se acerte algo com a reconstrução do Templo dos Judeus. Aí, a solução política pode ter qualquer rumo. Mas apenas para que os acontecimentos sigam seu curso e o Senhor Jesus volte!

Entendo que a promessa do Senhor é para Israel nesse caso!

E entendo ainda que caminhamos sim para "os últimos dias". Algo será negociado para um acordo de paz de verdade, um acordo de 7 anos, a "última semana de anos das 70 Semanas de Daniel". Esse acordo será rompido na metade do tempo e quando os judeus estiverem perto de não resistir, o Senhor Jesus volta!

Se a guerra será deflagrada definitivamente com a questão de Jerusalém ser a capital de Israel, logo teremos o acordo de paz, que pode até mesmo prever alguma solução humana dividindo.

Mas entendo que a promessa do Senhor no caso daquela terra é apenas para Israel, sem divisão.

Ainda que se divida, a Bíblia revela que a promessa do Senhor não era dividir. E não acreditar nisso, esperar diferente como "melhor solução" ou até "lutar" por algo diferente do que a Bíblia revela é não ter a Bíblia como regra de Fé e Prática. Os humanos podem até chegar a uma solução diferente, mas quem tem a Bíblia como regra de Fé e Prática não pode abrir mão do que ela revela: A Promessa do Senhor no caso daquela terra é para o Judeus!

Mesmo que a divisão permita o desenrolar dos acontecimentos que como pessoa de fé espero, ainda assim repetirei: a promessa do Senhor não é pela divisão. A promessa do Senhor é que aquela terra é de Israel. Os humanos podem negociar diferente e ter sucesso, mas nunca será a vontade do Senhor. E temo que se Israel aceitar uma divisão nesse caso possa ser entendido como desobediência ao Senhor pelo que foi prometido e, assim, nem seja realmente possível encaminhar os acontecimentos finais que espero como pessoa de fé.

Eu espero pela Volta do Senhor Jesus! E quero o cumprimento da vontade do Senhor!

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!

Forte abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

quarta-feira, 4 de março de 2015

Julgar ou constatar?

Graça, Paz e Alegria!

Muitos erram, pecam, por não conhecer as Escrituras...

Em nossos dias, em pleno século 21, parece que ainda vivemos a "Era das Trevas" e as pessoas ainda não conseguem acesso ao texto Bíblico, e os líderes religiosos falam o que querem de tais textos e as pessoas acreditam...

Isso vale para qualquer assunto: Graça (as pessoas preferem regrinhas), Mordomia Cristã (até parece que o mordomo cuida de tudo e entrega para o dono apenas 10%... o mordomo cuida de tudo que é do Dono e não tem falta de nada), entre outros assuntos...

Hoje, escrevo sobre um desses assuntos que estão "entre os outros assuntos": "Não julgueis"...

Gosto de "passear" pelas Escrituras, observando exemplos que podem ser comparados com atitudes atuais. Alguns negam a semelhança, mas durante tanto tempo, mesmo Isaías dizendo que o Senhor se assentava sobre a redondeza da Terra (Isaías 40.22), aproximadamente 700 anos antes de Cristo, a "igreja" ainda reclamava na Idade Média com quem dizia isso... O que para mim prova que eles não usavam o que a Bíblia diz, pois nem conheciam! Apenas faziam sua vontade e diziam que estava na Bíblia... Muitos culpam a Bíblia, mas quem errou naquele momento não foi por interpretar a Bíblia de forma errada, mas por nem conhecer o texto! Usavam como "amuleto", como "escudo", mas não como regra de fé e prática...

Antes de citar Jesus (nosso definitivo exemplo), para que ninguém comece dizendo que Ele era diferente, era homem, mas era Deus, sabia o que ia no coração das pessoas e a Bíblia revela isso em algumas situações, e outras afirmações do tipo, vou "caminhar" pelo Novo Testamento e verificar algumas atitudes de pessoas que foram inspiradas pelo Espírito Santo na escrituração da Bíblia e que devem ter buscado esse mesmo Espírito em suas atitudes cotidianas.

Comecemos com Paulo:

1 Coríntios 3.1 - "E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo" - Paulo "julgou" a condição dos de Corinto como "carnais"? Ah... ele tinha informações... Mas hoje em dia, mesmo com informações e até mesmo constatações pessoais,. se ousássemos falar uma coisa assim, alguém se levantaria para dizer que "estamos julgando" e quem sabe até devolveria que nós somos carnais, porque "na mesma medida que julgamos, somos julgados"... Mas ninguém ousa dizer que Paulo "julgou"... Logo... é possível constatar uma situação dessas sem julgamento, não é mesmo? Pois se Paulo podia... nós também podemos...

1 Coríntios 5.1-13 - Paulo chega a declarar que "pelo poder de nosso Senhor Jesus" quem estava fazendo o que ele trata nesse ponto da epístola, "seja entregue a Satanás para destruição da carne". Além de "julgar", deu uma "sentença", uma "condenação"! Claro que não... mas pelo que muitos falam nos dias de hoje, seria isso...

Gálatas 3.1-5 - chega a chamar os da Galácia de "insensatos". Pelos padrões de interpretação de nossos dias, julgamento...

Agora, outros escritores Bíblicos:

Tiago - capítulo 4 - leia esse texto e tente dizer que não é julgamento, diante do padrão de interpretação de nossos dias. Mas não era julgamento!

Pedro, em 2 Pedro 2, falando de "falsos mestres". É importante ter em mente que tais mestres não necessariamente vinham de fora do grupo de cristãos, mas passavam a interpretar o cristianismo de uma forma deturpada. Eram cristãos, reconhecidos como tal, ainda falavam algumas coisas que se comparavam com as falas de outros cristãos, mas diziam outras coisas que iam até mesmo contra a própria revelação do Evangelho, parecendo que fazia sentido. Em nossos dias, não é porque tem aparência de cristão, fala de Jesus, usa a Bíblia, que necessariamente segue esse Evangelho, como era naqueles dias! E ai de nós hoje em dia se ousamos falar que alguns não seguem de fato o Evangelho... Já se levantam muitos julgadores dizendo que não devemos julgar, que há frutos (muitos convertidos - como se isso fosse o verdadeiro fruto - esse, na verdade, é vida mudada de acordo com a vontade do Senhor). Pedro podia alertar sobre o erro dos que poderiam até parecer cristãos (e desses, muitos dos tais textos apócrifos no tempo do Novo Testamento foram escritos - por eles ou por "discípulos" que entendiam que a autoridade maior de um personagem mais conhecido poderia dar mais legitimidade ao texto). Mas hoje em dia, é julgamento!

Termino esse "passeio" por atitudes de personagens do Novo Testamento que, em nossos dias seriam tidos por julgadores, mas que são aceitos normalmente em seu tempo e mesmo hoje em dia (mas apenas eles são aceitos - se outros fizerem a mesmíssima coisa, serão tidos como "julgadores"), com João - segunda carta 7-11 e a terceira carta, 5-12 - mais uma atitude que, em nossos dias, poderia ser classificada como julgamento, mas que é aceito no texto Bíblico. Mas só no texto Bíblico! Que ninguém tente fazer igual... claro que pode fazer! Vão dizer que é errado, mas para dizer que você está errado, terão que dizer que os que citei aqui também estavam...

Antes de seguir com exemplos de Jesus, quero citar apenas um personagem histórico: Martinho Lutero. Quando ele afixou as 95 teses na porta do castelo de Wittenberg, ele estava revelando seu julgamento a respeito da forma como a igreja procedia naqueles dias? De forma alguma! Estava alertando para erros entre a prática e pregação da igreja, e a realidade da revelação da Palavra! Por que Lutero pode fazer isso e nós estamos julgando se fizermos algo parecido? Ah... tinha erro doutrinário... mas muitas vezes nos nossos dias há erro doutrinário também, e mesmo assim, alguns não aceitam que se faça o devido alerta...

Será que há uma interpretação errada sobre o que é "julgamento"? Com certeza! Podem negar, mas situações idênticas em nossos dias são tidas como julgamentos! Podem dizer que não, mas vejo isso tanto pessoalmente como através de blogs e redes sociais... Não julgo! Constato diante do que vejo... Não fico imaginando o que fez ou tentando dar razões para o que queria com o que fez; mas posso constatar como faziam os escritores da Bíblia acima citado diante dos atos ou da pregação do "evangelho" - muitas vezes, um outro "evangelho", com alguns pontos parecidos, mas com muitas coisas distantes do que realmente revela o todo da Bíblia.

Podemos sim notar o que acontece, podemos observar e "provar" as revelações, interpretações e afins, podemos comparar com a Palavra de fato e não com textos isolados e constatar a profundidade de uma mensagem - se está arraigada no Evangelho do Senhor ou se está fundamentada em algum "vento de doutrina". Isso não é julgar! Hoje em dia, por alguém ter a igreja cheia, imagina-se que tem muitos frutos. Mas já escrevi: os frutos não são muitos que se achegam para o grupo chamado "igreja", mas pessoas verdadeiramente impactadas e transformadas pela mensagem do Evangelho, que buscam orientação e consolo do Espírito Santo em suas vidas. Podemos ter multidões seguindo um herege! Acontece muito... Alguns são hereges conscientemente, enganam o povo mesmo... Outros, podem estar enganados com a interpretação e com os resultados obtidos, e são guias cegos...

Deixei para o final observações da conduta de Jesus, de quem devemos ser imitadores, e expliquei no começo a razão: não queria que logo no começo alguém tivesse aparentes razões para desacreditar o texto todo:

Jesus chamou líderes religiosos de seu tempo de "raça de víboras". Não eram descrentes simplesmente! Eram líderes religiosos! Podem dizer que ele tinha como saber o que ia no coração das pessoas por conta de algumas citações nesse sentido, mas Ele não faria uma observação dessas se não fosse possível identificar algo assim com a direção do Espírito Santo! Somos imitadores dele, certo? Jesus mesmo diz que faremos coisas maiores que as que Ele fez, não é mesmo? Então! Busquemos no Senhor a verdadeira interpretação do que nos revela a Palavra para que possamos distinguir entre o que realmente faz sentido com o todo da Bíblia e o que é "texto isolado" ou ainda "vento de doutrina"! O que é assumidamente distante do Evangelho, acho que é mais fácil notar... Mas há coisas que podem se confundir com a Mensagem do Evangelho caso não nos preocupemos com a devida observação e conhecimento...

Quando Jesus chama líderes religiosos de "hipócritas", vai na mesma direção. E veja: O Evangelho de João nos revela que Jesus veio para os seus e estes não O receberam! Por conta disso, a todos que O receberam foi dado o poder de serem feitos filhos de Deus, a todos os que viessem a crer no Seu nome... Logo, antes da cruz, Jesus tratava sim com os judeus! Alguns exageram nessa interpretação, mas um observador minimamente atento pode notar claramente isso. Logo, Jesus queria colocar em ordem a interpretação da Lei para os seus. Como esses não receberam esse ajuste com bons olhos, Ele foi para a cruz e completou o encaminhamento da profecia, alcançando outras ovelhas, agora por Graça!

Em nossos dias, principalmente se o líder religioso tem muitos seguidores, muitas igrejas, é quase ser anátema resolver mostrar que a interpretação das Escrituras está errada! É julgamento! Mas... Jesus se preocupou com isso... É preciso se preocupar com a mensagem divulgada, pois o compromisso do Senhor é com o Evangelho anunciado e revelado, e não com as interpretações que parecem fazer sentido... A essas, como os primeiros cristãos, quer seja comportamentos completamente contrário ao viver de quem é guiado pelo Espírito, quer seja uma pregação que parece fazer sentido, mas que não tem coerência com o todo da Bíblia, caso falemos disso, não estamos julgando!

Precisamos entender melhor o que Jesus disse em João 7.24: "Não julgueis pela aparência mas julgai segundo o reto juízo"... Isso tem confirmação em 1 Coríntios 14.29 - "E falem os profetas, dois ou três, e os outros julguem", ou ainda 1 João 4.1-6 (alguns pensam que "provar o espírito" é algo apenas para um momento onde um demônio seja revelado ou expulso, mas o contexto desse texto revela que é algo para pregações e pregadores, falsos profetas).

Observar e constatar, com base nas Escrituras, não é julgar fora do reto juízo... É provar ou julgar de acordo com esse reto juízo... Precisamos crescer nesse entendimento!

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pelos frutos os conhecereis...

Graça, Paz e Alegria!

Em 2010 escrevi nesse blog sobre a "mudança de voto" de Silas Malafaia... A questão não era a mudança em si, mas os argumentos que ele usou na época para "justificar" a mudança de voto... Agora, como ele disse mais coisas depois daquilo, posso avançar na minha observação e posso notar que estamos diante de um grande problema que precisa mesmo de oração, confissão, arrependimento, mudança e ajuste para com a vontade do Senhor...

Para mim, está mais do que claro que Silas Malafaia quer, de novo, que o PT vença a eleição... Posso estar errado, mas isso já está claro para mim...

Desde 2010, toda vez que ele declara apoio para um candidato para presidente, esse candidato cai nas pesquisas e outro sobe...

Lá, ele disse que ia votar em Marina, mas depois ficou todo revoltadinho por não ser capaz de entender que, mesmo que pessoalmente sigamos o que professa o cristianismo, não podemos fazer do Brasil uma grande comunidade via presidência... isso deve ser  buscado por evangelismo e não por política...

Aí, contrariando sua palavra em 2010, ele mudou a declaração do seu voto de Marina para Serra... Cada um vota em quem quiser... Mas depois do que ele disse este ano (e foi ele quem disse e não eu), ele foi contra a sua palavra...

Serra foi para o segundo turno com Dilma, mas Marina cresceu nas pesquisas, até que nas urnas teve muito mais que se dizia que ela teria, enquanto Malafaia a apoiava... Marina, em 2010, cresceu sem o apoio dele...

Aí, em 2014, já está claro, para quem quer a verdade (quem quer a mentira, fique com ela), que o plano de governo de Marina passou por erratas e não por mudanças de opinião... As pessoas responsáveis pela correção da redação final das áreas (e teve mais de uma, mas só se fala de uma) em que as erratas aconteceram, já assumiram que erraram e enviaram o texto errado, que a errata revelou o texto certo e que já estava pronto antes do lançamento do plano de governo de Marina...

Mas querem dizer que Marina mudou de opinião nesse único assunto que ainda é levantado por conta das erratas (insisto: tem mais de um, mas só querem dar evidência a esse, para criar animosidade com um grupo que luta por direitos e para manter a falsa ideia que Marina mudou por conta do Malafaia) depois dos "tuítes" de Malafaia... Ele apoiava o Pastor Everaldo naquele momento! Ele ia defender qualquer outro? Se ele tivesse a chance de atacar qualquer um, ele atacaria, para tentar ganhar votos para o seu candidato! Ele não queria que Marina mudasse... ele queria, de fato, que se aquela era mesmo a ideia de Marina, tentar fazer os evangélicos mudarem o voto para o Pastor Everaldo (Malafaia apareceu no horário eleitoral do Pastor Everaldo!)! A "espera" para escrever mais depois talvez revele que ele tinha alguma expectativa de que se batesse logo de cara e depois acontecesse alguma errata, ele é que ficaria ruim...

Erratas podem acontecer com Aécio (mesmo sem divulgar o plano de governo, já ficou claro que os tucanos assumiram a ideia de acabar com o fator previdenciário e depois que Aécio deu entrevista ao Bom Dia Brasil, mudaram isso nos sites - isso é uma errata!!!!!), com Dilma (que nem consegue lançar o plano de governo por divergências dentro do partido... imagina a concordância de uma nação!!!) ou com qualquer um...

Bom... voltando para Silas Malafaia...

Depois das erratas, ele disse que votaria em Marina em um eventual segundo turno, porque no primeiro turno ele votaria em Pastor Everaldo, pois era uma pessoa de palavra...

Bom... se pelos frutos conhecemos, apresento Silas Malafaia:

- O "seja o vosso falar: sim, sim; não, não" vale pouco para ele... ou, ele está dando muito lugar ao maligno, pois o que passa disso vem dele...

- Em 2010 ele disse que votaria em Marina e não cumpriu sua palavra, pois mudou para o Serra... naquele momento, eu dizia que ele poderia escolher quem ele quisesse, mas quando, este ano, ele disse que não mudaria o voto do primeiro turno no Pastor Everaldo porque era homem de palavra, ele ficou refém de sua afirmação e ele não é um homem de palavra...

- Por fim, poucos dias depois de dizer que era homem de palavra e que mantinha seu voto no Pastor Everaldo, ele passou a fazer campanha para Marina. Mais uma vez, não foi homem, não teve palavra e o seu falar foi além do "sim, sim; não, não", logo, veio do maligno...

Desde que ele "entrou" na campanha de Marina, primeiro atacando, agora apoiando, ela só cai nas pesquisas...

Silas Malafaia: Vamos orar! Tem algo muito estranho em tudo que você faz quando envolve política! Espero que seja apenas nesse assunto, mas mesmo que seja apenas nesse assunto, precisamos orar! E se isso se aplica a outras situações, oremos também! Porque ou você quer que Dilma vença a eleição e faz isso que tem feito por saber que seu apoio é terrível para qualquer candidato e então, apoia quem poderia vencer Dilma, ou precisamos ampliar a busca em oração para que sua atuação seja realmente acertada, pois no momento só tem causado problemas!

Sei que a vontade do Senhor vai prevalecer e se Dele vem a direção para que qualquer um vença, essa pessoa é que vai vencer, com ou sem seu apoio... Mas o que vem acontecendo durante pode causar problemas para você, Silas Malafaia. Oremos para que, independente do que nos reservar as urnas nesta eleição, você possa se ajustar nesse aspecto, pois isso pode causar muitos problemas para o Evangelho, não apenas para eleições...

Afinal... muitos o reconhecem como pessoa que tem coragem de dizer as coisas... E essas incoerências podem afetar não apenas a você, mas ao Evangelho, que não perderá em sua essência, mas poderá ter, por conta de sua atuação nesse assunto, muito questionamento... Antes de questionarem a você, em sua forma de agir, para quem sabe até lhe dar a chance de refletir, orar e ajustar as coisas, muitos poderão questionar o Evangelho, pois se você é uma pessoa de coragem ao falar do Evangelho e faz isso, é porque o Evangelho seria "incoerente"... quando as nossas atitudes é que muitas vezes são incoerentes com o Evangelho...

Oremos! E que seja feita a vontade do Senhor e não a nossa...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Infelizmente, Reinaldo Azevedo ainda não entendeu que "bater em Marina", fortalece Dilma e não Aécio... OU: Reinaldo Azevedo quer mais é que o PT vença para ele poder manter sua coluna sem precisar reavaliar os assuntos...

Graça, Paz e Alegria!

Notaram que fiz um "título" parecido com os de Reinaldo Azevedo em algumas ocasiões? Usando "OU"... mas sei que o texto não terá tamanha competência (concordando ou não com o que ele escreve, eu sei admitir que ele escreve com brilhante competência)...

A polarização PT x PSDB já passou da conta... Não consigo mais aceitar uma pessoa dizer que vota no candidato que o PT ou PSDB apresentar (acontece mais com relação ao PT), independente de quem seja... Se o partido apresentar, vota... Mas que está sendo legal ver tanto tucanos como petistas postando e comentando favoravelmente aos textos de Reinaldo nesses últimos dias... está... Num dia, ele é o "manipulador" para petistas... no outro, a chance de esclarecer a população contra Marina... pois é... não é um debate de fato, é apenas "usar o que interessa" e quando interessa... E quando não interessa, se faz a "crítica pela crítica", só pra deixar a "mancha" na história e no imaginário popular...

Já passou da conta essa polarização na eleição presidencial... Quase acaba com eleições estaduais, indo no mesmo caminho... Sem contar com as brigas em cidades...

Não prego, como alguns, que não se vote nem em PT ou PSDB... Mas dentro do PT eu só lembro mesmo de uma pessoa que eu votaria para presidente... E no PSDB, lembro de 3 nomes que voto sem pestanejar... No mais... para votar em qualquer quadro apresentado por esses partidos, eu teria que avaliar muito bem e, sinceramente, a preferência seria por votar em candidatos de outros partidos, se encontrasse alguém que merecesse meu voto...

O número mágico do PT nessa eleição não tem sido o famoso "13" do partido... Mas as pesquisas mostram um número que se repete mais que os outros: 36... Esse deve ser o percentual "cativo" ou mais próximo de ser "cativo" do PT, independente de quem seja candidato para presidente...

O PSDB varia entre os seus 20 e 25%... de "cativos"...

Os "cativos" votam como se vota no "Maluf", pra quem conhece o "malufismo"... Mas esse número sempre pode aumentar com "indecisos", "voto útil", escolha em um segundo turno com os dois na disputa... essas coisas...

Antes da definição de quem seria candidato pelo PSB, as pesquisas já mostravam maior índice de votos em Marina que em Eduardo Campos... Mas os números eram interpretados de tal forma que eu dizia: "Querem Eduardo Campos na disputa... não querem Marina"...

Desde Eduardo Campos ainda na disputa eu converso com pessoas próximas dizendo: Quem pode unir as oposições contra Dilma não é Aécio... É Eduardo Campos, por conta do índice de rejeição... Sei que os dias de campanha e a "central de boataria" agindo poderiam mudar isso... Mas era como eu interpretava os números...

Depois que Marina entrou na disputa, ela não apenas retomou os índices com base na votação de 4 anos, e muito menos retomou os índices de quando ainda tinha mais intenção de votos que Eduardo (antes de anunciar a chapa - e ela já tinha mais intenção de votos sem ser candidata mesmo do que teve de votos mesmo 4 anos antes: quer dizer que continuava "crescendo"), mas subiu muito além daqueles números de 4 anos atrás ou das primeiras pesquisas antes de definir chapa... É uma candidatura consolidada, e que então, passa a ser alvo de PT e PSDB...

Mas notem que a polarização entre os dois ainda não acabou! Os dois "atacam" Marina em seus discursos (PT e PSDB concordando no discurso?), mas ainda insistem nos ataques da polarização... É claro... ainda sonham com a possibilidade de voltar a ter que se preocupar apenas um com o outro, pois fica mais fácil desenvolver argumentos "contra" quando tem que se pensar em apenas um...

Bom... esses dias acabaram! Mesmo que ainda tenhamos apenas PT e PSDB no segundo turno, que Marina perca terreno, a polarização já foi atingida... Agora, mesmo que não aconteça esse ano, o caminho para o fim disso já está traçado... E, sinceramente... espero que seja este ano... E que Marina vença a eleição... E mais: faça um governo que permita a maioria do eleitorado (menos os "cativos" de PT e PSDB que, mesmo que os seus candidatos digam "não votem em mim", mesmo assim eles votam, pois só sabem pensar no partido e nunca numa verdadeira avaliação do quadro, podendo mudar de candidato/partido dependendo do que se apresente) note que essa polazrização não foi boa, que podemos até votar em quem é do PT ou do PSDB, mas não porque o partido apresentou... Antes, que seja porque realmente é o melhor para o Brasil... E que, se o melhor estiver em outro partido, vamos atrás disso, sempre buscando o melhor voto e não o voto definido, independente de quem se apresente...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor