quarta-feira, 19 de março de 2014

Pedras clamariam o que? E podemos impedir alguém de falar do Senhor, mesmo que não siga adequadamente?

Graça, Paz e Alegria!

Parece mais fácil ver uma "pedra clamando" que entender que "quem não é contra nós, é por nós"...

Somos capazes de notar claramente quando uma pessoa diz algo que se aproxima do Evangelho (e muitas vezes é apenas isso: se aproxima, não é ainda) e dizemos que se nos calamos, as pedras clamam...

Vamos ler o texto de Lucas 19.28-41:

28 Tendo Jesus assim falado, ia caminhando adiante deles, subindo para Jerusalém.
29 Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto do monte que se chama das Oliveiras, enviou dois dos discípulos,
30 dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte, e aí, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que ninguém jamais montou; desprendei-o e trazei-o.
31 Se alguém vos perguntar: Por que o desprendeis? Respondereis assim: O Senhor precisa dele.
32 Partiram, pois, os que tinham sido enviados e acharam conforme lhes dissera.
33 Enquanto desprendiam o jumentinho, os seus donos lhes perguntaram: Por que desprendeis o jumentinho?
34 Responderam eles: O Senhor precisa dele.
35 Trouxeram-no, pois, a Jesus e, lançando os seus mantos sobre o jumentinho, fizeram que Jesus montasse.
36 E, enquanto ele ia passando, outros estendiam no caminho os seus mantos.
37 Quando já ia chegando à descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinham visto,
38 dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu e glória nas alturas.
39 Nisso, disseram-lhe alguns dos fariseus dentre a multidão: Mestre, repreende os teus discípulos.
40 Ao que ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão.

Quer dizer que tem um contexto? Não é qualquer coisa? Bom... pelo contexto, podemos entender que quando nos calarmos de anunciar quem é Jesus, até mesmo pedras podem clamar. Quando nos calarmos no anúncio sobre a pessoa de Jesus, quem Ele é, o Messias esperado, aquele que vem em nome do Senhor, o cumprimento da profecia, neste caso, pedras clamarão e anunciarão em nosso lugar. Mas, muitas vezes, vemos esse contexto das "pedras clamarem" em qualquer coisa que se aproxime da mensagem do Evangelho... As pedras estarão clamando de fato quando nos calarmos e deixarmos de anunciar quem é Jesus e aí, as pedras dirão quem Ele é... é como vejo...

Mas... quando aparece um "pregador" que parece misturar muitas coisas na mensagem, já saímos "denunciando" como falso pregador. Como não temos a chance de "impedir" o pregador, queremos "desmascarar" o mais rapidamente possível...

Como fica o texto de  Marcos 9.38-41? Vamos ler:

38 Disse-lhe João: Mestre, vimos um homem que em teu nome expulsava demônios e nós lho proibimos, porque não nos seguia.
39 Jesus, porém, respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo depois falar mal de mim;
40 pois quem não é contra nós, é por nós.
41 Porquanto, qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa.

Não devemos impedir aquele que, mesmo não seguindo, faça algo em nome de Jesus. O texto diz que um homem expulsava demônios, mas não seguia a Jesus e João contou que eles o proibiram de fazer isso (expulsar demônios). Jesus diz que não é para fazer assim! E não falou apenas em "expulsar demônios", mas falou em fazer milagres ou que viesse a dar água (suprir uma necessidade), quando fizesse no nome Dele, mesmo que "não seguisse".

Mas aí temos que entender os alertas nas Cartas Pastorais, deixando claro que alguns pregadores não faziam a obra do Senhor de fato e esses deviam ser observados com cuidado e nem mesmo dever-se-ia dar ouvidos a eles! São alguns textos e não iremos citar por aqui, mas acredito que muitos tenham esses textos na lembrança.

Bom, vamos entender: esses "pregadores" que vemos alertas nas Cartas Pastorais eram pessoas reconhecidas como parte dos "do Caminho", dos seguidores de Jesus e anunciadores da mensagem! Eram "parte integrante" da comunidade e queriam, claro, ter tal reconhecimento no meio da comunidade de fé. Hoje em dia temos muitas igrejas, denominações e lugares de reunião, não apenas um em cada cidade, como parece que era nos dias do Novo Testamento, até por conta da concentração maior de pessoas em determinados lugares, inviabilizando a ideia de ter apenas uma única comunidade por cidade, como alguns ainda pensam ser o certo.

Assim, muitas vezes, as diferentes comunidades ficam alertando sobre os erros dos pregadores de outras comunidades. Diferentemente do que ocorria nos dias das Cartas Pastorais, onde o alerta era dado por conta de alguém que se entendia como parte da comunidade mesmo onde o alerta era dado ou, quando muito, era um "pregador itinerante", indo de igreja em igreja, precisando ser recebido, acolhido e ter a chance de falar alguma coisa naquele lugar, na própria comunidade. O alerta não era para os pregadores de outras comunidades, mas para os da própria!

Dessa forma, entendo que não cabe a necessidade de "alertas" sobre os pregadores de outras comunidades. O que precisamos é pregar a mensagem de fato, como ela realmente é e mostrar com a diferença na mensagem a realidade do verdadeiro fruto, que não é necessariamente ter muitas pessoas por perto, mas ter uma vida transformada e dirigida pelo Senhor! Quando muito, esses pregadores de outras comunidades, não seguem de fato a Jesus e, mesmo assim, acabam realizando algumas das obras, como no caso do homem que expulsava demônios, mesmo sem seguir a Jesus. Claro que no discipulado, no acompanhamento dos da fé, é importante dar o devido alerta para o reconhecimento do anúncio da verdadeira mensagem. Isso vai fazer com que os fiéis, dirigidos pelo Espírito Santo e não por seu alerta, possam discernir a mensagem pregada em outras comunidades e buscar onde ela realmente tem coerência com o que a Bíblia revela...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Será que sabemos discipular?

Graça, Paz e Alegria!

As pessoas, convertidas ou não, dizem da sua experiência com base naquilo que elas conhecem. E o discipulado, para o convertido, parte dessa experiência e vai ajustando o que se faz necessário ajustar...

Aí, aparece alguém e diz que não se sente só ao compor músicas e os cristãos, em vez de discipular, ou pelo menos, com amor, dizer o que é isso dentro da sua experiência no cristianismo, já começam a dizer que não é para ouvir as músicas da pessoa...

Os cristãos também precisam ser discipulados nisso. Vivem querendo criar regrinhas e quanto mais complicado, mais parece santo. Essa é a experiência dos "usos e costumes" ou a ideia ainda da época da Lei, no judaísmo. Esses não conseguem fazer a conciliação entre os textos da Lei com a Graça e fazem como muitos dos dias de Paulo, que eram pessoas que queriam que as pessoas convertidas, mesmo os gentios e, portanto, "de fora" do judaísmo, seguissem uma série de regrinhas. Leia Atos dos Apóstolos 15 e tire suas conclusões... Na época, era as regrinhas que os judeus, mesmo reconhecendo Jesus como Messias, ainda seguiam (inclusive Paulo!!!)... Muitos acham que era só a questão da circuncisão, mas isso é uma leitura superficial do texto, rasa demais para o próprio texto... nem literalmente é possível entender isso (tendo como exemplo as atitudes de Paulo reveladas em outras passagens de Atos dos Apóstolos), mas alguns insistem em pensar isso... Hoje... algumas daquelas regras ainda aparecem... outras novas aparecem também... e assim se segue...

Ninguém me diz o que eu posso ou não fazer, a não ser o próprio Espírito Santo. Nem serei eu a dizer o que alguém pode ou não fazer ou ouvir... A não ser que o Espírito dê uma orientação coletiva, como Paulo mesmo fez em algumas de suas cartas... e mesmo assim, era para evitar conflitos sociais, normalmente...

TUDO ME É LÍCITO! Nem tudo me convém... E o que não me convém, não necessariamente não convém a outra pessoa! Pode variar de pessoa para pessoa, de época para época, de lugar para lugar!!! É isso mesmo: o que não me convém agora, não necessariamente não me convém em outro momento. Paulo fala disso claramente ao mostrar que a carne vinda do "mercado" podia servir de alimento aos gentios, mas não era conveniente que se comesse na frente dos judeus messiânicos (que entendiam que Jesus era o Messias). Logo, não era conveniente em um momento específico, mas em outro podia!!!!

Agora... voltando para o caso de alguém que aparece e diz que tem ajuda para compor... em vez de entregar pro inimigo de vez e "condenar"... vamos discipular e orientar a forma correta de ver essas coisas... Não seria melhor? Por que se peca? Por não conhecer as Escrituras... ou não? Em vez de "condenar", apresentemos as Escrituras! E enquanto não podemos discipular e orientar, que não joguemos fora, simplesmente... mesmo que não dê para orientar, não vamos incentivar que busque da forma errada ao "condenar" simplesmente... O Senhor entende e incentiva o romantismo! Ou não podemos ler também de forma romântica o livro de Cantares ou até Rute? Se podemos ler assim esses livros, por que não se poderia partir do Senhor o inspirar alguém na composição de poesias e músicas? Assim, a companhia para a composição continua existindo... mas da forma como podemos entender...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Como acaba o ciclo da incredulidade?

Graça, Paz e Alegria!

Primeiro, é importante lembrar que a Língua Portuguesa é muito rica e uma mesma palavra pode apresentar alguns significados, alguns parecidos, outros bem diferentes, e é preciso buscar esse significado que faz a frase ter o melhor sentido.

Pensando em "incredulidade", temos no dicionário:

"1. Qualidade, caráter ou condição de incrédulo;

2. Ausência de fé ou crença religiosa;

3. Característica, tendência ou pensamento de quem não se deixa convencer com facilidade, ou de quem (já) não acredita (tão) facilmente nas coisas que lhe dizem." - fonte: http://aulete.uol.com.br/incredulidade

Fico, neste texto, com a terceira definição - "Característica, tendência ou pensamento de quem não se deixa convencer com facilidade, ou de quem (já) não acredita (tão) facilmente nas coisas que lhe dizem."

Como pastor, fico muito preocupado com a questão religiosa e, claro, seria mais simples entender o que escrevo com essa conotação, pois tenho a Bíblia como regra de fé e prática, e terei, ao longo do texto, recomendações Bíblicas genéricas como exemplo. Mas, apesar de parecer preocupado apenas com a questão religiosa, o que escrevo se aplica para qualquer pessoa, religiosa ou não, e para qualquer assunto, religioso ou não. O exemplo "religioso" que trago pode se aplicar para outras tantas situações da vida!

Para acabar com a incredulidade, é muito importante apresentar argumentos. Mas se lermos os Evangelhos, veremos que Jesus apresentou pessoalmente muitos argumentos, para deixar claro a questão do Reino de Deus e Sua missão. Além de Jesus, os discípulos também apresentaram argumentos, desde o Evangelhos, passando por Atos dos Aopostolos e por muitas cartas, incluíndo Paulo. E ainda assim, muitos não acreditam. Logo, apresentar argumentos não resolve para todos a questão da incredulidade. Pode resolver para uma parte, mas não para todos.

Para acabar com a incredulidade, se apresenta "sinais", o testemunho do que se acredita e o testemunho de que há realmente motivos para se acreditar no que ainda não se acredita. Mas Jesus apresentou sinais e ainda deu o maior de todos: o "sinal de Jonas", com sua ressurreição, e ainda assim, muitos não acreditam. Seus seguidores, ao longos dos anos (com exemplos nas páginas da Bíblia e outros tantos ao longo da história), mostraram muitos sinais e o que a pessoas preferem ver é a ausência de testemunho e a falta de coerência de alguns. Muitos podem crer com sinais e testemunho, mas ainda assim não são todos.

Para acabar com a incredulidade, é muito importante apresentar provas. Mas no caso da apresentação da mensagem do Evangelho e seu alcance, as provas são encontradas na união de argumentos e testemunho (sinais). A confirmação dos argumentos na prática da vida daquele que acredita. E mesmo assim, alguns não acreditam. Muitos podem acreditar, mas ainda haverá quem não acredite.

Sempre parece que quem acredita em algo precisa mostrar algo para quem não acredita. Sempre parece que é quem acredita que irá dar razões para o outro acreditar. Mas o acreditar não está no que se pode apresentar...

Para acabar com o ciclo da incredulidade só tem um jeito: se render. É uma disposição pessoal que argumentos, sinais, testemunho, provas, podem ajudar, mas nunca resolver. Apenas com uma disposição pessoal será possível acabar com o ciclo da incredulidade. No caso da questão religiosa, ouvir o Espírito Santo. E no caso de qualquer assunto, vale a mesma disposição interna de se render ao tema.



Continuo com o hábito de guardar o que é bom...


Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Agradecimentos...

Graça, Paz e Alegria!

Como a imprensa não faz a mesma divulgação do "sepultamento" do PL 122 como fez com outros projetos, é tempo para agradecimentos por conta do "sepultamento" do PL 122:

- A cada ativista que exagerou no desejo de sua liberdade, que deu a necessária legitimidade de argumentação para quem dizia que o projeto era exagerado, pois não queria simplesmente a sua liberdade, mas queria tirar a liberdade do outro - dividir a liberdade deve ser a meta;

- A cada pessoa que tentou insistir que o projeto que foi denominado "cura gay" era uma tentativa de "curar" alguém e quando algumas pessoas leram o que realmente queria o projeto, ficaram decepcionadas com a manipulação dos que conseguiram que projeto fosse retirado da pauta (apesar de alguns setores ainda manipularem, dizendo que o Congresso derrubou, ele só foi tirado da pauta) e viram que havia "algo obscuro" no meio disso;

- A cada pessoa que tentou atacar o Dep. Marco Feliciano (a quem, pastoralmente, escrevi diretamente comentando sobre a minha posição diferente da dele em alguns aspectos) como se ele fosse o "autor" do projeto erroneamente chamado de "cura gay" e quando algumas pessoas descobriram que até isso tentava se manipular, pois o autor do projeto era outro e esse autor nunca foi criticado em eventos públicos, viram que mais coisas poderiam estar sendo manipuladas nessa história;

- A cada pessoa que "comprou a briga" de ativistas e tentou defender de forma equivocada, pois algumas pessoas descobriram isso e até mesmo homossexuais ficaram tristes com a forma como o assunto seguiu. Sim, conheço e respeito homossexuais, que me conhecem e me respeitam, apenas não concordamos em tudo, como nesse assunto em especial, além de outros assuntos mais. Mas daqueles que tentam difamar e exagerar, ativistas, participantes ou apenas "simpatizantes", querendo um respeito que não dão, prefiro me afastar para evitar maiores interpretações erradas e/ou equivocadas sobre posições e forma de agir.

Pensou que eu iria agradecer a Igreja por orar e se posicionar? Isso é a essência do que somos, não tem porque agradecer a isso...

Por uma sociedade que, mesmo não concordando com as ideias e as forma de ação, saiba realmente respeitar o outro, fica o meu agradecimento.

A luta não terminou! O Código Penal ainda passará por mudanças e é preciso que uma atitude discriminatória seja interpretada de forma diferente da simples opinião a respeito do assunto. Mesmo não concordando, não discrimino. Mesmo pregando contra a forma de vida, respeito a vida, até porque entendo que, mesmo não sendo conveniente fazer alguma coisa, ainda assim tudo é permitido, até mesmo o que eu não concordo é permitindo, só não é conveniente, o que deixa a decisão sobre o que se faz ou não para a pessoa, mas não sem deixar claro que, mesmo podendo fazer, pode ser que o Senhor da Vida veja aquilo como algo que não deveria e deixo apenas para Ele a decisão, com Graça, sobre a salvação ou não. E quem não acredita nisso, não pode se sentir atingido por isso... Como se sentir atingido por algo que se acha que não existe?

E quem disser que não é possível isso (não concordar sem discriminar), que me explique como fica a posição de quem é contra os "da fé" nesse aspecto: então discriminam os que continuam pensando assim? Se é possível não concordar com "os da fé" sem discriminar, é possível não concordar com os que fazem algo que entendemos que deve ser evitado sem discriminar. Qualquer coisa diferente disso é "dois pesos e dias medidas", o que visava originalmente o PL 122.

Que no Código Penal seja tipificado da forma correta em vez do que se pretendia originalmente com o PL 122, que passou por mudanças ao longo dos anos, mas ainda assim não perdeu a sua "identidade original", infelizmente. Em nosso país, ainda que algo mude, alguns ainda tentam aplicar como era "originalmente" e se colar... No nosso país, alguém que é denunciado e condenado, sempre aparece alguém querendo defender a "inocência", e quem é denunciado e absolvido por falta de provas, sempre aparece alguém para dizer que houve a denúncia, como se a denúncia apenas fosse prova suficiente... Já pensou se isso fosse aplicado para todos os casos: apenas a denúncia é suficiente para ter a suspeita eterna? O que ia ter de denúncia sem fundamento por aí...

Não concordar, dizer que não concorda com o que a pessoa faz ainda não é crime nesse País e espero que nunca seja! Para o bem de todos, pois se um dia o pensamento religioso for classificado como criminoso, esse será um passo para que qualquer pensamento assim seja classificado. Que nenhum pensamento seja classificado como criminoso, para o bem até mesmo do pensamento contrário! Que a afirmação de ideias não seja crime, a não ser em casos onde até mesmo grupos contrários concordam que aquilo é crime. E que a atitude seja realmente avaliada em cima do que se faz, e não simplesmente porque não se concorda, porque os exageros precisam ser coibidos. Não se deve tornar exagero qualquer coisa, mas o exagero deve sim ser punido!

Espero, enfim, pelo dia da Volta do Senhor Jesus, pois é dessa forma que vejo que a sociedade será realmente diferente e melhorada. E quem espera de outra forma, que pense bem na liberdade que quer ter, pois para ter essa liberdade não deve tirar a liberdade de outra pessoa que pense de forma contrária, a não ser naquilo que a lei defina mesmo como errado e, claro, que se tome cuidado com o que se entende que é "crime" para não "criminalizar" o que não é crime de fato. Pois se um dia a convicção religiosa for criminalizada, qualquer convicção um dia poderá ser! Que seja crime não a ideia de que algo é certo ou errado religiosamente falando, mas a ação de um religioso em hostilizar a pessoa - e que se veja diferença entre não concordar com o que faz ou pensa e a real hostilidade, em vez de fazer tudo contra o pensamento e a forma de agir ser hostilidade. Não concordar com o que o outro pensa ou faz não é crime! E espero que não seja nunca...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Erros e abusos de todos os lados...

Graça, Paz e Alegria!

Recomendo a leitura de 1 Tessalonicenses 5.21 - "mas ponde tudo à prova. Retende o que é bom"...

Estou inquieto com o rumo das coisas em nosso país... Agora, alguns tentam dizer que não é apenas os "vinte centavos" que estão nas manifestações de São Paulo, e outras por outros valores pelo Brasil, mas que todo o caldo que oprime o cidadão Brasileiro como corrupção, alta carga tributária, falta de educação, saúde, segurança... Bom... não vi nada de outros assuntos em faixas e gritos de ordem das manifestações nem em entrevistas dos organizadores... Não se deixe enganar por quem está tentando tornar mais correto algo que, de todos os lados, apresenta seus erros!

Quando morrer um, policial, manifestante ou um simples cidadão que passou por perto, aí vão pensar em negociar em vez de insistir só no protesto?!?!?

Muito fácil para qualquer um ficar em casa, na frente do computador, e achar que a polícia ou os manifestantes estão certos ou errados, muitas vezes manipulado com a versão de um dos lados da história, ou da imprensa que resolveu mostrar abusos da polícia porque foi atingida..., sem participar da emoção e da comoção do momento... Sugestão: quando for ler notícias nos sites e nos blogs, tome cuidado para não ler apenas "um lado" da história e, de preferência, onde os tiver, leia comentários, pois há pessoas que comentam como quem viu as coisas, não por ter participado de nada, apenas porque estavam por perto das coisas que aconteceram...

Não sei se você conhece alguém que ficou "refém" dos exageros das Manifestações em São Paulo...

Eu conheço uma pessoa que estava dentro do Pátio Paulista, bem perto do carro que foi quebrado lá dentro... Isso no primeiro dia das manifestações que já contam com 4 e uma quinta já marcada...

Pelo que soube, não havia policial na mira para dizer que jogou para atingir o policial e acertou algo DENTRO do Pátio Paulista... Não foi no vidro que dá para a rua, mas DENTRO!

O que dizer para essa pessoa que estava lá e viu essa ação, e ficou apenas torcendo para que nada acontecesse com ela e com os demais que ali estavam? Que é uma manifestação pacífica? Que se algo acontecesse era "baixa de guerra"? Que a pedrada era resposta a uma violência anterior? O direito de ser violento por ser vítima da violência?!?!?! ♪ "Não vou sobrar de vítima das circunstâncias" ♫ ...

O que dizer para a mãe dessa pessoa? Que a segurança da sua filha estava garantida, sem exageros da polícia ou dos manifestantes? Ou que era algo justo, de qualquer dos lados da ação?

A polícia pode ter exagerado, e eu acho que o fez... Mas que esses policiais sejam investigados e até mal falados pela sociedade, trocados e novos sejam treinados... Não quero ter que saber que pessoas muito próximas a mim passaram por esse tipo de coisa, que me deixa indignado quando é com totais desconhecidos! Eu já choro, oro, clamo, fico revoltado quando são pessoas que não conheço, imagina como fico ao saber que pessoas que conheço e que tem ligação de sangue com meu filho passaram por situações assim... Eu fico indignado quando pessoas que fazem coisas com as quais eu não concordo são vítimas de violência! Quanto mais quando pessoas próximas passam por isso...

Estava dentro do Pátio Paulista! Eu gosto de ir lá... Mesmo que não gostasse, eu me colocaria no lugar de quem ali estava... mesmo que nem fosse alguém conhecido! As pessoas que ali estavam, não estavam na Paulista, nem na manifestação e muito menos apenas passando por ela... Pra que jogar pedra lá dentro? A polícia exagerou e muitos reclamam. E os manifestantes que exageraram? Quem vai reclamar desses? Muitos dizem que agora o Brasil está acordando... Se for para acordar assim, que continue "deitado eternamente em berço esplêndido"!

Que não haja exageros de lado nenhum! E se a polícia o fizer, que seja só ela! Para que possamos nos indignar apenas com a polícia, com o comando, com os políticos... Não quero me indignar com os dois lados e ter que ficar pensando em quem exagerou primeiro... ou ficar defendendo um dos lados, sabendo que dos dois lados há erros e acertos... Não defendo cegamente nenhum dos lados! Há acertos e há erros dos dois lados. Precisamos saber abstrair o que é bom de cada coisa que acontece (recomendação do Apóstolo Paulo aos de Tessalônica, na primeira carta a eles endereçada, capítulo 5, versículo 21) e não ficar defendendo um lado como herói e outro como bandido... Ou vemos os erros e acertos dos dois lados, ou passamos a fazer parte de um dos lados e se algo ruim acontecer, teremos a mesma responsabilidade de quem realizou, pois a pessoa pode se motivar por conta de alguma manifestação a favor de nossa parte...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Seria o "barulho" o problema?

Graça, Paz e Alegria!


Vejo muitas notícias de vizinhos que se incomodam, dizem, com o barulho que as Igrejas do bairro fazem...

Vejo algumas notícias de reclamações sobre esse barulho, acionando a polícia ou alguém especializado e, sem a devida medição do som, a Igreja já deve abaixar o volume...

Vejo alguns casos exagerados, onde o vizinho entra na Igreja agredindo ou até dando tiro, reclamando do barulho...

Mas, ainda que o som possa mesmo estar alto em alguns lugares, não está em todos. E existe um limite de tolerância legal que, mesmo que não seja o que eu goste, se ele for respeitado, todos estão sendo respeitados. Por isso, quem é acionado para verificar uma reclamação de barulho deve avaliar com equipamento para saber se a reclamação está certa do ponto de vista da lei ou se é apenas intolerância...

Só que os mesmos que reclamam do som alto na Igreja, não reclamam em uma festa que aconteça na mesma rua... Alguns dizem que a Igreja é toda semana e a festa é só de vez em quando... E mesmo que o som da festa esteja mais alto, se tolera... com essa "ilusão" que o problema é a frequência...

Em muitos casos isso é realmente apenas "ilusão"...

Afinal, há festas que acontecem todas as semanas, onde jovens se juntam sempre nos mesmos lugares, com seus carros com sons "incrementados", e sempre fica com som bem mais alto que o limite aceito pela lei! E poucos reclamam... e os que reclamam, passam por chatos... Ou ainda, a polícia ou alguém especializado pode até ir ao local, mas diferente do que faz com uma Igreja (já mandando abaixar o volume, mesmo sem avaliar se ele está mesmo acima do que a lei permite), não há qualquer reprimenda, pois são apenas jovens se divertindo...

E mesmo que haja reclamação (quando há), ninguém se enfurece a ponto de entrar no meio da festa agredindo ou dando tiro...

Logo, o problema não está no barulho... porque se está, existe uma incoerência por parte de quem alega isso... Pois se é o barulho, qualquer barulho deve ser alvo da reclamação...

Isso se chama de outro nome, mas só é aplicado para outros grupos da sociedade, mesmo quando nem é de fato... Parece que o conceito de "Preconceito" mudou... E as pessoas gostam, desde que seja para favorecer a sua própria vontade ou opinião...

Ou se reclama de todos os barulhos ou, ao escolher o "barulho" que vai reclamar, a pessoa mostra incoerência na argumentação do barulho... Sinceramente, tenho para mim que qualquer exagero deve ser evitado e devemos reclamar sim, em nome de uma "política de boa vizinhança"... Mas os exageros e não apenas o que não se gosta... E de todos, e não apenas de um grupo... E independente da frequência...

Coerência... falta muito disso nas causas defendidas pelas pessoas hoje em dia... E pode ter certeza: se uma igreja abusar do som perto da minha casa e eu tiver a certeza que realmente passou do limite da lei, eu mesmo ligo reclamando! Não reclamo só de festas ou do que eu não gosto... Reclamo, quando devo reclamar, de todos... Igrejas, festas "de vez em quando" ou ainda aquelas que acontecem todas as semanas... Qualquer evento que ultrapasse o limite que a lei permite, deve ser alvo de reclamação, ou se deixamos passar algum, todos devem ter o direito de "deixarmos passar"...

Como não concordo com o "deixar passar" por ser "a primeira vez" ou "de vez em quando"... afinal uma pessoa que puxa o gatilho pela primeira vez pode fazer o mesmo estrago que aquela que já fez outras tantas... Entendo que ou a lei deve servir para todos, ou tem algo estranho nessa lei ou na execução dessa lei... Privilegiar um cidadão ou um grupo de cidadãos com base numa lei é ruim para a sociedade como um todo, da mesma forma que só fazer valer a lei para um grupo e não fazer valer para o outro... E mesmo que a lei traga benefícios para o grupo do qual eu faço parte, eu reclamo... quem me conhece, sabe disso... Afinal... se hoje me "beneficia", pode no futuro, "inverter" o benefício e ser incoerente a minha reclamação...

Não está certo dar benefícios para alguns, tirando de outros o mesmo direito... Em qualquer coisa, não apenas no "barulho"...

Forte Abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Seriam mesmo Bíblia e Religião culpadas?

Graça, Paz e Alegria!


Muitos dizem que a Bíblia ou a Religião legitimaram movimentos de ódio, guerra e matanças na História da Humanidade...

E não se dão conta que os mesmos que "usavam" a Bíblia ou a Religião seguiam preceitos adversos, diferentes dos defendidos tanto pela Bíblia como pela Religião, apenas "usavam" a religiosidade e a capacidade de credulidade das pessoas, que muitas vezes acreditam sem questionar...

Os que lutaram nas Cruzadas tinham interesse de domínio e de terras, não a verdadeira expansão do evangelismo bíblico... Usaram a credulidade e a religiosidade, mas nem mesmo sabiam o que a Bíblia dizia realmente (e se sabiam, não se pautavam por ela, fazendo até o oposto do que ela diz), pregavam o que queriam, usavam textos isolados e muitas vezes, nem textos Bíblicos usavam! Apenas diziam que usavam, mas não usavam de fato...

Os que fizeram a Inquisição também não usaram a Bíblia e a Religião, mas a religiosidade e a credulidade das pessoas. Afinal, a igreja precisava de posses e terras! Uma parte do processo da Inquisição pretendia apenas aumentar posses da própria Igreja! Podemos lembrar de um detalhe - Com a instituição do Celibato para o clero (algo que existe até hoje e é CONTRÁRIO ao ensino da Bíblia para a liderança religiosa - conferir no Novo Testamento, Primeira Carta de Paulo a Timóteo, capítulo 3, versículos de 1 até 13) e obrigatoriedade de conversão, a igreja passou a acumular bens por questão de herança do vocacionado celibatário sem herdeiros (e cada família precisava garantir um vocacionado!). Quando Galileu Galilei teve que se retratar com a Igreja, dentre outras coisas, por confirmar Nicolau Copérnico sobre, por exemplo, a questão de que a Terra era redonda e não quadrada, a Igreja provou que não conhecia Bíblia, pois a própria Bíblia diz que a Terra é redonda - Antigo Testamento, Livro do Profeta Isaías, capítulo 40, versículo 22, falando do Senhor que eles diziam que seguiam (mas se nem O conhecem, como realmente O seguiam?): "É ele o que está assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina e o desenrola como tenda para nela habitar" - Logo, eles nem conheciam a Bíblia! Como poderiam usá-la? Usaram sim a credulidade e a religiosidade inerente a muitos seres humanos...

Logo, tanto a Inquisição como as Cruzadas, para citar dois exemplos da história ligados ao Cristianismo (que foi vítima de pessoas que pensavam em seus próprios interesses, muitas vezes indo contra o próprio Cristianismo, mas ainda assim "usando" o mesmo), apesar de se dizer que usaram a Bíblia, nem mesmo conheciam o que o texto diz ou foram contra deliberadamente, conhecendo e não vivendo... Não usavam a Bíblia ou a Religião, mas a credulidade e a religiosidade, pois iam CONTRA a mesma Religião e a mesma Bíblia...

E hoje em dia, porque alguns usam o texto Bíblico e não há quem os desminta (e os que fazem, são tidos por errados, hereges, contrários ao "ministério", ou ainda, apenas invejosos do "sucesso" - como se o "resultado" comprovasse alguma coisa no que diz respeito ao trabalho ministerial...), confirmando que o que fazem é "vontade própria", "interpretação equivocada" ou afins, se diz que de um modo geral a religião ou a Bíblia são ruins. Mas o que é ruim é forma como se usa dessas coisas e, muitas vezes, sem nem mesmo seguir essas coisas!

Acredito que a Religião e a Bíblia andam sendo "vítimas" nessa história e não culpadas, pois os que interpretam de forma errada e vivem de forma errada não estão de fato vivendo o que o texto diz! Mas por causa desses, a Verdade fica limitada a essa realidade de incitar o erro... Quando a Verdade não é essa e nem esses que usam a Bíblia ou a Religião na verdade vivem o que dizem os textos e as práticas religiosas de fato... E se instala o "preconceito" para com a Bíblia (sendo que os que fomentam essas coisas, ou não conhecem ou usam de forma errada o texto - A Bíblia tem culpa de ser usada de forma errada?) e para com a Religião, dizendo que todos são iguais... Isso é "preconceito"... Um "pré" entendimento de uma parte que se apresenta do todo, que se aplica ao todo, sem conhecer os detalhes do todo...

E isso pode ser ampliado para qualquer religião e qualquer "texto sagrado". Falo da Bíblia e do Cristianismo por fazer parte desse grupo, mas entendo que exageros existem em outros grupos também e o "preconceito" se instala dizendo que foi a Religião ou o "texto sagrado" que legitimou a atitude de um grupo, quando esse grupo nem mesmo segue os preceitos religiosos que diz legitimar seu ato ou nem mesmo conhecem o "texto sagrado" (ou conhecem, mas interpretam de forma completamente equivocada, comprovado pela história) que dizem que legitima sua atitude... Religião e "textos sagrados" são vítimas dos que querem fazer a própria vontade e não os culpados de tais atitudes...

Ou será que alguém que usou um livro de Física e Química para construir uma Bomba, por exemplo, na verdade se legitimou com o uso da Química ou Física ou fez um uso "equivocado" das mesmas? A "culpa" é da Tecnologia, da Ciência, da Química ou da Física? Ou a pessoa usou o conhecimento da forma como achou melhor?

E no caso da Tecnologia, Ciência, Física ou Química, elas garantem que até pessoas contrárias ao que se fez, criando Bombas, por exemplo, consigam entender o caminho que as pessoas que criaram percorreram para a criação. No caso da Bíblia, as pessoas que a "usaram" nem mesmo a conheciam (ou conheciam, mas não seguiam) e podem ser desaprovadas em sua forma de agir pela própria Bíblia que "usaram"... Eles inventaram algo e disseram que a Bíblia legitimava, quando não legitimava. Os que criaram a Bomba, por exemplo, usaram de fato o conhecimento para o desenvolvimento do artefato (qualquer pessoa pode seguir o mesmo caminho e ter realmente a comprovação nos textos científicos, diferente do caso dos que "usaram" a Bíblia e são por ela mesma desaprovados)... Seriam Tecnologia, Ciência, Química ou Física mais culpadas que a Bíblia, por dar realmente as bases de desenvolvimento, quando a Bíblia não dá, antes ela confirma que os que fizeram tais atrocidades nem conheciam a própria Bíblia, mas mesmo assim, prefiro deixar a culpa para os que realizaram os atos em vez de culpar as "fontes" utilizadas e, ou deturpadas, ou usadas de forma a trazer algo não tão benéfico... para os outros, porque para si e para o seu pensamento parecia bom...