sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Somos chamados para ler a Bíblia

Graça, Paz e Alegria!


Vale a pena ler de novo

Mensagem enviada em 10/12/2008

Se permanecerdes no meu ensino, verdadeiramente sereis meus discípulos. Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará - João 8.31b-32

Não tem como ser discípulo de Cristo sem conhecermos os Seus ensinamentos, nem tomarmos consciência do Seu amor e da Sua revelação na história humana. A Bíblia está para os cristãos assim como o mapa para o viajante. Ela é a história da relação de Deus com a humanidade, e nessa história, nos identificamos e achamos orientações para as circunstâncias que vivemos. João Wesley já dizia: “Meu fundamento é a Bíblia. Sim, sou intransigente a favor da Bíblia. Sigo-a em todas as coisas, grandes ou pequenas” (BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E., compiladores. Coletânea da Teologia de John Wesley, p. 20). Pessoalmente, procuro seguir o mesmo princípio. Sei que não devemos ser demasiadamente justos (Eclesiastes 7.16) e sei da minha limitação humana, como Paulo (Romanos 7.19). Mas tenho preocupação em buscar a base Bíblica para atitudes ou pelo menos alguma indicação que me dê uma resposta aproximada.

A Bíblia é o guia de todo cristão, nela ele deve meditar de dia e de noite (Salmo 1.2), quer dizer, sempre. Todos que desejam ser discípulos de Cristo – permanecer na sua mensagem, produzir frutos e testemunhá-lO, devem “devorar” este livro, estudá-lo seriamente, pois é verdade que liberta, exorta, instrui e traz esperança. Sua interpretação pode parecer complicada em alguns pontos, mas se estivermos dispostos a entender o que o texto diz e não tentar legitimar o que pensamos com base no texto, poderemos entender claramente. Quando tentamos legitimar o que queremos com um texto, cada pessoa pode ter sua própria interpretação e esta pode fugir completamente do texto. Logo, não é minha experiência que deve nortear a interpretação. Ela pode até ajudar, mas eu preciso entender o que o texto diz e não o que eu quero que ele diga. Quer no texto mesmo ou nas "entrelinhas", afinal muitos defendem posições que o texto não diz claramente, mas ainda assim, podem ser mais facilmente entendidas observando-se o contexto. Há quem queira inverter o contexto, dizendo que há várias possibilidades. Mas se deixarmos o Espírito nos guiar, veremos que o contexto é um apenas e que os outros são tentativas humanas de interferir na interpretação do texto. Muitos, lendo outros textos com temas diferentes, conseguem aceitar essa interpretação com base no contexto, nas "entrelinhas". Mas ao ler a Bíblia, querem várias variáveis...

A meditação na Palavra de Deus é um fator essencial na devoção do crente. A Palavra é fonte de vida. Ela liberta, restaura, e nos revela as grandezas de Deus. Oseias 6.3 nos diz que devemos conhecer e prosseguir em conhecer ao nosso Deus. Isto é possível através da meditação na Palavra.

Assim, não dá para deixar de lado a leitura e a meditação da Palavra.


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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Perante o Sinédrio

Graça, Paz e Alegria!


Leia Mateus 26.57-68

Após preso, Jesus é levado até Caifás, sumo sacerdote, para que fosse julgado ali pelo Sinédrio, num julgamento com base na Lei religiosa. Mas o versículo 59 nos diz que os sacerdotes, os escribas e os anciãos procuravam algum falso testemunho para que pudessem acusar Jesus. Um julgamento religioso que queria uma mentira para condenar? E ainda era pena de morte! Matar com base numa mentira? Apenas por luta política, acondicionar a vontade de Deus a uma mentira, com vistas a um projeto qualquer que seja? Em vez da religião mudar as pessoas e suas vontades, mudaram a religião!

Depois da busca por um testemunho cabal, mesmo mentiroso, para levar adiante o plano que tinham como melhor, a fala mais adequada a esses interesses era ainda mais mentirosa que apenas uma simples denúncia falsa. Isso por dizer algo que Jesus realmente falou, mas em parte. Ele não teria dito que Ele mesmo destruiria o templo! E, claro, não podemos esquecer a alusão a Sua morte e ressureição.

A fala de Jesus, respondendo a Caifás, sobre ser o Cristo e que logo veriam o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso foi a deixa. Já não queriam mais testemunhos, nem mentiras. A verdade mesmo serviu para a condenação. Caifás achou que a verdade era blasfêmia!

Nós, muitas vezes, temos a infeliz capacidade de agir da mesma forma. Aceitamos mentiras caso elas reforcem o que achamos certo e melhor, pensamos que "para construir algo que achamos melhor" é possível "fazer vistas grossas" para algumas coisas erradas, porque outros erraram, os que preferimos podem até errar por acharmos que "erram menos", condenamos por verdades apenas por preferirmos outra coisa ou acharmos que é diferente, e por aí vai. Não pode ser assim!

Jesus sofreu para que tivéssemos vida. Devemos sim obedecer ao que revela a Palavra de Deus e glorificar Àquele que pagou um alto preço para que fôssemos libertados da escravidão do pecado. Deixemos a mentira, sejamos transformados pela verdade e vivamos com frutos dessa transformação.


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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Resumo dos livros da Bíblia - 1 e 2 Samuel (2)

Graça, Paz e Alegria!


Os dois livros de Samuel contam, basicamente, a história do estabelecimento da monarquia em Israel. Fazem parte do Antigo Testamento na Bíblia. São livros tidos como históricos. O nome dos livros, Samuel, é uma referência ao profeta Samuel que é um dos personagens centrais do primeiro livro. 

Os estudiosos defendem que originalmente os livros de Samuel formavam uma única obra que mais tarde acabou sendo dividida em duas, como temos hoje (1 Samuel e 2 Samuel). Isso porque nos manuscritos hebraicos mais antigos a obra apareceria unida!

A divisão teria acontecido quando o Antigo Testamento hebraico foi traduzido para o grego, na obra conhecida como Septuaginta (tradução que começou por volta do século III a. C.). Naquela tradução, os livros de Samuel e Reis que temos na Bíblia eram chamados de "Primeiro, Segundo, Terceiro e Quarto livros dos Reinos".

A Vulgata, tradução da Bíblia para o latim (feita por Jerônimo, que viveu aproximadamente entre 340 e 420 d.C.), manteve a divisão proposta na Septuaginta. Nesse caso, 1 e 2 Samuel eram chamados de 1 e 2 Reis, e os livros que conhecemos como 1 e 2 Reis eram chamados de 3 e 4 Reis.

Já a tradição hebraica continuou considerando os livros de Samuel como um único livro até o século XV d.C.

Seguimos na próxima semana, permitindo o Senhor!


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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Comentário Devocional - Data da profecia de Ageu

Graça, Paz e Alegria!


O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses, durante o reinado do rei Dario, que governou a Pérsia de 522 a 486 a. C., o que localiza Ageu na história aproximadamente em 520 a. C., no período pós-exílico. A volta gerou o desejo de reconstrução, que começou pelos muros para a definição dos limites da cidade e segurança. O Templo deveria ter o mesmo destino, mas essa obra acabou demorando mais.

Ageu, em 520 a. C., falou com os exilados que haviam retornado à sua terra natal em 536 a. C., sobre a necessidade de reconstruir o Templo do Senhor. Eles haviam começado bem, construindo um altar e já estavam oferecendo sacrifícios, estabelecendo, então, o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte ao da volta do Exílio. A construção havia cessado. Mas em seu ministério, Ageu, contando com o apoio de Zacarias, fez com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa de reconstrução do Templo.

A obra do Templo ficou "parada" porque houve oposição por parte de Tatenai, governador persa do Trans-Eufrates. Mas Dario I reeditou o decreto de Ciro para que o Templo fosse reconstruído no prazo de quatro anos (comparar Esdras 4.24 com 6.13-15).

Seguimos na próxima semana, permitindo o Senhor!


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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Biografia dos Profetas - Eliseu (5)

Graça, Paz e Alegria!


Quando Elias responde ao pedido de Eliseu por porção dobrada do Espírito dizendo “dura coisa pediste“, nos parece mais acertado entender que Elias entendia que tal pedido deveria ser feito ao Senhor, a quem caberia a decisão e a unção de fato. Além de, possivelmente, entender que tal pedido levaria a uma obra muito grande, pois quem muito tem, de muito pode ser cobrado! Eliseu não estava preocupado com o fardo que poderia ocasionar, antes queria realizar a vontade do Senhor.

A Bíblia nos revela que Eliseu ficou com o manto utilizado por Elias. Logo depois de Elias ter sido levado ao céu, o ministério de Eliseu iniciou oficialmente. O manto pode ser uma forma de mostrar que o bastão tinha sido passado e logo Eliseu começa a realizar milagres (2 Reis 2.13-25).

Durante seu ministério, Eliseu realizou muitos milagres, sendo sempre vaso nas mãos do Senhor, é claro. Não fazia "de si mesmo", mas pela ação de Deus na (e através da) vida dele. Com exceção de Jesus, nenhuma outra pessoa teve tantos milagres registrados na Bíblia por intermédio de seu ministério quanto Eliseu. E olha que Moisés tem bastante coisa na sua "lista"...

Seguimos na próxima semana, permitindo o Senhor, quando vamos listar os eventos que entendemos como principais no ministério de Eliseu!

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Salmo 95

Graça, Paz e Alegria!


Vale a pena ler de novo

Mensagem enviada em 27/11/2008

Leia Salmo 95

Este salmo é um convite ao louvor, um chamado para a adoração. Muito mais que qualquer outra atividade. Esse é o sacrifício que o Senhor espera. Sacrifício como forma de oferecer algo e não de penalização! Pensamos em sofrimento ao pensar em sacrifício, mas devemos pensar aqui em sacrifício como entrega, devoção, busca, exaltação... E ainda que alguns achem que a forma de sacrifício penoso seja uma entrega, não é o foco aqui deste salmo!

Mas o salmista não chama para louvar e adorar a qualquer dos deuses conhecidos. Chama para adorar Aquele que está acima de todos os outros criados ou reconhecidos. Claro que, de acordo com a Bíblia, o único Deus verdadeiro é o Senhor. Os outros deuses são observações, criações, invenções. Mas, respeitando a forma de crer da sociedade, o salmista chama o povo para adorar e louvar ao Deus que está acima dos outros.

Observamos no salmo a preocupação em descrever o poder de Deus. Claro que qualquer tentativa nesse sentido não irá completar uma lista assim. Descrever o poder de Deus é algo que está além da nossa capacidade de conhecimento de palavras para descrever. Vamos escrever ou falar e ainda assim, faltará palavras para terminar a descrição. Mas o salmista faz sua descrição, não preocupado em esgotar o assunto (o que não faria mesmo), mas como forma de exemplificar. Depois dessa descrição, chama novamente o povo para o louvor e para a adoração. Temos visto o que o Senhor fez e faz a cada dia. Logo, nos dediquemos a louvar e adorar!

O salmo ainda fala sobre ouvir a voz do Senhor. Muitas vezes nos dirigimos com cânticos e orações ao Senhor. Mas não paramos para ouvir o que Ele tem para nos dizer. Quer seja de forma sobrenatural, quer seja através de uma situação ou pessoa. Estamos sempre prontos a dizer nossa opinião, vontade e necessidade, mas nunca paramos para ouvir o outro. E fazemos o mesmo com Deus. O salmista se preocupa com isso e eu renovo o convite para você hoje: se você ouvir a voz do Senhor hoje, não endureça seu coração. Esteja pronto para ouvir e para atender o que o Senhor quer. Afinal, ainda que tentemos o melhor, diz Paulo, corremos sempre o risco de esbarrar no pior (Romanos 7.19). Agora, se ouvirmos o Senhor, quer seja para atender a um chamado específico de trabalho ou nas coisas do dia a dia, iremos fazer o melhor. Não endureça seu coração, ouça o que o Senhor tem para dizer e execute. Deixe Ele agir em você e através de você, abençoando outras pessoas também. E não descuide da adoração, do louvor, da busca do Senhor!


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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

A prisão

Graça, Paz e Alegria!


Leia Mateus 26.47-56

Jesus era conhecido. Qual a razão de precisar de um "código" para saber a quem prender? Um sinal de amizade e carinho se torna a "senha" para indicar a quem prender e por traição! Era possível reconhecer Jesus mesmo sem isso, mas como estava escuro e a prisão tinha que ser feita longe de todos, para que quando a população notasse já tivesse acontecido, eles não podiam errar.

Aquela prisão causou inquietação no grupo. Ainda acontece uma reação, mas Jesus deixa claro para não ir por aquele caminho. Não era para reagir, ainda mais com uma arma, uma espada. Ainda ensina que é preciso parar com esse tipo de agressão, pois quem se envolve com isso, um dia acaba sendo encontrado por isso.

No fim, Jesus estava se entregando mesmo! Era um prisioneiro por vontade própria. Ele mesmo diz que poderia se libertar com uma legião de anjos vindos do Pai se quisesse, e sabemos que Ele poderia por uma só palavra se libertar facilmente mesmo. Mas Ele se entrega para cumprir as promessas da Escritura. Era a vontade do Pai. Ele esperava que se fosse possível, fosse diferente, mas diante do quadro, estava pronto.

Como tinha dito antes, os discípulos fugiram. Temeram a prisão, nem sabiam qual seria o desfecho daquilo. Apesar de Jesus já ter orientado, eles não estavam entendendo os detalhes da Profecia sobre o Filho do Homem se cumprindo diante dos olhos deles!

Precisamos aprender a cultivar um espírito de humildade, busca pela vontade do Senhor, para ter força no momento que a adversidade se apresenta. Assim como Jesus, que estejamos dispostos a cumprir a vontade do Pai pela fé, não confiados em armas ou estratégias humanas, mas da armadura de Deus. Se houver uma guerra física mesmo, vemos como faremos. Mas no momento, a guerra que temos é espiritual e é com armas espirituais que devemos enfrentar!


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