quarta-feira, 22 de junho de 2022

Opinião Pessoal e Livre Arbítrio

Olá! Graça, Paz e Alegria!

O texto que nos motiva nesta mensagem está em Mateus 19.16-22:

16 E eis que se aproximou dele um jovem e lhe disse: Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?
17 Respondeu-lhe ele: Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom; mas se é que queres entrar na vida, guarda os mandamentos.
18 Perguntou-lhe ele: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás; não adulterarás; não furtarás; não dirás falso testemunho;
19 honra a teu pai e a tua mãe; e amarás o teu próximo como a ti mesmo.
20 Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado; que me falta ainda?
21 Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.
22 Mas o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste; porque possuía muitos bens.

A mensagem de hoje leva em conta uma situação da atualidade, para pensarmos como exemplo tanto para casos iguais como para outras situações que ocorrem na vida e que a ideia possa ser aplicada. Porque o texto Bíblico recomendado para a meditação, igualmente fala de uma situação específica, a interação de um jovem, sua motivação inicial em fazer a vontade de Deus e sua desistência diante da sugestão que Jesus fez. Meditar a respeito dessa situação específica pode nos ajudar a praticar as coisas em outras situações, quando entendemos que o Senhor está nos chamando, nos desafiando para fazer algo: mesmo que façamos o que a maioria entende como certo, podemos ter um chamado, um desafio específico para fazer algo mais. Preferimos mesmo fazer a vontade do Senhor se ela tiver um chamado, um desafio especial para nossa vida ou achamos que só temos que fazer o que todo mundo acha que é suficiente? Jesus pode nos chamar para ir além em nosso testemunho! E precisamos estar prontos, dispostos e disponíveis para atender ao Senhor em qualquer situação, e não apenas na questão financeira que seria o exemplo da situação do texto Bíblico que nos motiva.

Os cristãos não podem simplesmente agir com o desejo de fazer as coisas que são certas. Quando somos bonzinhos, agimos como aquele jovem do texto, que cumpria todas as observâncias da Lei. Na parábola do Bom Samaritano (Lucas 10.25-37), vemos um sacerdote e um levita (cumpridores da Lei) passando de largo diante de alguém com necessidades.

Além de fazermos as coisas boas para nossa própria vida (cuidar da nossa vida de santidade, tomando cuidado com as coisas erradas), devemos fazer algo mais. Dar frutos que brotem para a vida eterna é a nossa responsabilidade.

Boas atitudes só, não são o fim de tudo. Precisamos nos preocupar com todos, salvos ou não. Com os salvos, para que não venhamos a ser pedra de tropeço para que alguém se perca. E para os não salvos, para que eles venham a se converter (sem contar com também não sermos pedra de tropeço para estes também).

E precisamos, claro, ter ouvidos atentos ao desejo do Senhor. Como no caso desse diálogo de Jesus com o jovem, o Senhor pode nos pedir para deixar algo que não seja o necessário do ponto de vista do todo, de todas as pessoas. Nem todos são convidados a vender tudo e dar tudo aos pobres! Mas para esse, Jesus pediu. E se o Senhor pedir especificamente para você deixar algo que não pediu para outro? Está pronto para abrir mão para seguir a vontade do Senhor?

Depois dessa meditação inicial sobre o texto específico, que pode voltar a qualquer momento desta mensagem, da mesma forma, gostaria de pensar a respeito de uma situação que está na mídia e nas redes sociais como um assunto que desperta paixões exageradas e, com base nessa meditação, pensar tanto em casos iguais como em qualquer outra situação em que possa se encaixar o aprendizado que meditar nessa situação possa nos trazer!

E mais: gostaria que pensássemos nessa loucura que a exposição de um assunto ganha num dia e deixa de chamar a atenção no outro porque outro assunto surgiu. Muitas vezes, muda o tema que fica em evidência, vira "notícia velha" no mesmo dia! Se aproveitássemos as lições de um assunto para aplicar o que pudesse ter analogia em outras situações, talvez não teríamos tantos assuntos ganhando notoriedade e perdendo em seguida, antes, poderíamos encaminhar alguma solução real e que pudesse ser aplicada analogamente em situações minimamente parecidas ou que pelo menos houvesse um ponto de partida para encaminhar o assunto para a solução e não apenas para a discussão como muitas vezes acontece até com assuntos repetidos. 

Não nego a necessidade de discutir os assuntos! Apenas acho estranho as discussões que nunca acabam, sempre voltam, e não se encaminha uma solução. Em vez de discutir até assuntos iguais novamente, seria melhor aproveitar as situações já discutidas para ter encaminhamentos que pudessem ajudar numa solução tanto dos assuntos iguais como dos análogos ou até diferentes, mas que permitem pensar algo a partir de uma situação anterior. Parece que o pessoal gosta mesmo é das discussões sem fim em vez de querer encaminhar uma solução... o que parece ser conscientização, porque se o assunto está sendo discutido, estamos tentando conscientizar a respeito de alguma coisa, mas no fim contraria 2 Timóteo 2.23 ou Tito 3.9 que nos recomenda tomarmos cuidado com as discussões sem fim... A discussão tem sua importância, mas para encaminhar algo e não apenas por discutir...

O assunto que penso para este momento é o aborto negado judicialmente a uma menina de 11 anos que foi estuprada.

Primeiro ponto: pessoalmente, entendo que o aborto não é algo que deva ser feito. Mesmo que digam que sou homem e não posso opinar, eu não digo com base em masculino e feminino, ou que digam que pobre não pode fazer, mas rico faz no exterior. Digo que não deve ser feito com base no que entendo da questão da vida e sua importância por conta da leitura da Bíblia. E a discussão da questão social de "pobres e ricos" não se aplica para mim, porque não importa se seja feito no Brasil ou no exterior, no mais profundo abismo, nos céus como águia, dentro da barriga do peixe grande, não importa onde, minha posição de que não deva ser feito continua a mesma. Essa é uma posição pessoal, que recomendo, mas é apenas pessoal. Espero que isso seja entendido na sequência do texto! Na questão social, quem é a favor do aborto pode e entendo que até deve discutir a questão de "pobres ou ricos", no país ou no exterior, mas quem seguirá sendo contra pessoalmente, nem tem como abrir essa discussão social no meu entendimento!

Segundo ponto: entendo a lei que define que o aborto pode ser feito em algumas situações, mesmo que eu seja contra em qualquer uma. Então, no que dependesse de mim, se fosse para eu tomar a decisão pessoalmente, e esse é o ponto – decisão pessoal e para atingir a minha vida, não a de outra pessoa, eu não seguiria a permissão da lei, por ser permissão e não obrigação, por entender que o aborto não deva ser feito. Mas a lei permite em algumas situações e a decisão deve ser pessoal.

Mesmo entendendo a crise, por exemplo, de ter uma gravidez onde seja constatado que o bebê não tem cérebro. Pessoalmente, fico em crise de pensar em levar a gravidez até o final com uma sentença dessas! Mas do ponto de vista da leitura da Bíblia, ainda que humanamente entenda as crises e pessoalmente passaria por elas se o Senhor permitisse uma situação assim envolvendo a minha vida, eu seguiria contra. Mesmo a medicina acertando na grande maioria dos casos, ainda há situações pontuais que há um erro médico! Assim, eu seguiria mesmo com toda a crise envolvida. Mas essa é uma posição que seria minha e para atigir apenas a mim! Como eu não engravido, poderia seguir dizendo o que penso e recomendando, mas não obrigaria uma pessoa a fazer o que penso. Faria pessoalmente, mas ao outro, posso apenas recomendar!

Vou retomar essa questão da decisão ser pessoal em alguns momentos. Afinal, ela é importante para pensarmos a questão do livre arbítrio! E isso não apenas nessa situação específica, mas em qualquer uma!

Mas antes, preciso ainda pontuar nesta parte que a questão das “vinte semanas” parece ser apenas norma interna do hospital onde o pedido para o aborto foi feito. Se a lei permite o aborto na situação da menina, mesmo eu entendendo que não se deva praticar o aborto nunca, o hospital deveria rever sua posição interna para não criar problemas contra a lei apenas para "desencargo de consciência" ou jogar com uma possível demora da justiça. Até entendo, e logo escreverei sobre isso, a questão de seguir regras de um clube para fazer parte dele, mas não sei se ela se aplica especificamente nessa questão do hospital e a possibilidade legal do aborto.

Agora, se a lei tem previsão de um prazo, isso igualmente deve ser respeitado e quem não concorda, deve lutar para mudar a lei, da mesma forma que se a lei não tem previsão de prazo, o hospital deveria se adequar ao aspecto legal e, se quiser que seja diferente, lutar pela mudança na lei. O que não pode ser feito é ter uma coisa na lei e uma pessoa qualquer, na justiça ou no hospital, querer encaminhar que outra pessoa venha a fazer diferente porque quer diferente. Na decisão pessoal, se tanto faz seguir ou não a lei (e o aborto pode ou não ser praticado em situações específicas, não é obrigatório), tudo bem. Para definir pelo outro, é necessário seguir o que a lei define e, nesse caso, a juíza teria que autorizar, mesmo que recomendasse pessoalmente contra. Acho que pessoalmente ela poderia falar fora do processo, pelo menos, entendo que no processo nem mesmo a posição pessoal poderia ser apresentada, mas como cidadã, poderia apresentar sua posição como qualquer pessoa. Na questão legal, não: a vontade e o entendimento pessoal não devem se sobrepor ao entendimento legal. Afinal, a mediação do assunto era com base no que a lei diz e não com base no que ela prefere!

Mesmo que a decisão dela seja na direção de impedir o aborto, e o meu entendimento é que o aborto não deva ser praticado, em tese não posso concordar com o que ela fez! Porque se eu gostar que a opinião pessoal de um juiz seja aplicada mesmo contra a lei quando concordo, um dia poderá acontecer de um juiz contrariar a lei e aplicar sua decisão pessoal igualmente, mas que seja diferente do que prefiro! Aí, não vou gostar, não é? Então, em tese, para seguir a questão da justiça, dos pesos justos que Provérbios apresenta, mesmo que eu concorde que o aborto não deva ser praticado, entendo que a juíza errou ao ir contra a lei. Gostaria que a lei mudasse, mas enquanto ela está em vigor, mesmo eu não concordando, ela deve ser aplicada! Não posso reclamar só se o troco errado veio a menos. Tenho que devolver se ele foi a mais! Não posso me calar se fizer contra a lei o que prefiro, pois um dia podem fazer contra a lei o que não quero! Precisamos que a lei seja seguida e não a opinião de cada um, ou sempre teremos decisões diferentes para casos iguais! E quando se aplica a lei, se não concordamos com ela, lutamos por mudança! Mas é melhor assim que "cada cabeça, uma sentença", pois um dia será como prefiro e no outro, completamente diferente...

Diante de tudo o que escrevi, preciso pontuar que eu pratico o que acredito pessoalmente e recomendo para os outros a mesma coisa. Não posso obrigar o outro a fazer o que eu acredito, a menos que seja uma decisão de uma comunidade específica. Aí, é como se fosse um clube com suas regras e para fazer parte do clube, tem que seguir as regras do clube. Não faz sentido querer estar no clube e fazer tudo diferente do que o clube define. Quando muito, se tenta mudar as regras, mas sempre que elas estiverem em vigor, para fazer parte, tem que seguir! 

Não sou obrigado a participar do clube, posso não participar, então, se decido participar, devo sim seguir as regras! Não sou obrigado a dirigir, mas se decido participar do clube das pessoas que dirigem, preciso seguir as regras desse clube! Não sou obrigado a fazer parte de uma igreja específica, mas se decido fazer parte, tenho que seguir as regras desse grupo!

Jesus recomendou ao jovem no texto Bíblico sugerido no início que fizesse algo para fazer parte do clube dos Seus seguidores. Ele não era obrigado a fazer, mas para fazer parte do clube, precisava fazer. Mesmo assim, Jesus não obrigou o outro a fazer o que Ele entendia que deveria ser feito! Recomendou, sugeriu, convidou...

Deus nos dá o livre arbítrio. Nem Ele nos obriga a agir de acordo com Sua vontade. Apresenta, recomenda, chama e convida, gera o querer e o efetuar, mas não obriga! No fim, decidimos se queremos seguir ou não. Para seguir, temos que obedecer, claro! Mas não somos obrigados a obedecer. Somos livres! Tudo é lícito, ainda que nem tudo seja conveniente. Podemos sim fazer tudo, até o que é errado, mas o que é errado não é bom fazer e devemos decidir se fazemos ou não, caso queiramos obedecer ou não a vontade do Senhor. O que muitas vezes se espera é fazer qualquer coisa e ter apenas as vantagens, o bônus, mas qualquer decisão de fazer ou não algo tem tanto bônus, tanto vantagem, quanto ônus, quanto consequência. Podemos fazer o que quisermos, mas temos que aceitar tanto o bônus como o ônus!

Algumas pessoas entendem que é certo impor ao outro o seu pensamento. Como alguns podem dizer que se a juíza era contra, ela não poderia dar autorização. Bom... se ela fosse a favor poderia mesmo contra a lei e na opinião de quem é contra? A conversa seria diferente, não é?

Então ela não deveria ser juíza com base na lei, antes poderia quando muito ser juíza de um "clube" como a ideia que apresentei acima! Se a lei permite, e se Deus dá o livre arbítrio, por que eu vou decidir pelo outro o que pode ou não? Nesse caso em especial, ela teria que seguir a lei, ainda que recomendasse pessoalmente diferente, e acredito que essa posição pessoal possa ser apresentada fora do aspecto legal. Não pode obrigar a vontade pessoal a outra pessoa... quando muito, mediar com base na lei ou na decisão do "clube", nunca só com base no entendimento pessoal. Com base no que entende pessoalmente, pode recomendar, ou sugerir, até dar o exemplo vivendo, sem crise, pois o entendimento pessoal seria para aplicar apenas para sua própria vida e por isso, entendo que se ela não está disposta a fazer o que a lei encaminha, ela não poderia ser juíza.

Deus dá o livre arbítrio e permite que a pessoa não faça o que Ele entende como certo. E eu vou ter que decidir pelo outro o que pode ou não ser feito com base no que eu acredito? Não! Eu posso falar o que entendo como certo, mas o outro faz ou não por decisão pessoal. Não sou mais que Deus! Se ele deixa a pessoa livre para fazer a vontade Dele ou não, eu não posso obrigar alguém a fazer o que eu entendo como certo... Posso sugerir, dar o testemunho com minha prática pessoal, mas não obrigar o outro...

Essa questão de querer que o outro faça o que eu acredito porque “é a vontade de Deus” parece bonito, agradável e parece certo. Parece que se eu falar qualquer coisa que não seja “faça ou não faça” estou sendo conivente. Mas isso é coisa do farisaísmo, não do cristianismo! O cristianismo joga sementes, convida, chama. Não impõe ao outro... até fala o que é a vontade de Deus, mas nunca obriga o outro, só convida, recomenda, dá testemunho vivendo, mas não fica cobrando! Quem cobrava era o farisaísmo! O jovem naquele texto Bíblico que iniciou esta mensagem foi embora depois da sugestão de Jesus. Não fez o que Jesus sugeriu. Jesus apresentou o que deveria ser feito, mas não cobrou nem obrigou, apenas convidou!

Faria mais sucesso uma mensagem onde eu falasse que se eu não recomendar apenas o que entendo como certo e ficar cobrando que se faça apenas isso, e ainda incluir a ideia que devo cobrar ou estou sendo conivente com o erro, do que uma mensagem onde eu realmente diga que o que eu acredito, mas deixando claro que a pessoa tem o livre arbítrio para seguir ou não. Mas mesmo fazendo mais sucesso, não seria Bíblica, não seria cristã...

A lei deve ser seguida, mesmo que pareça injusta. Jesus fala sobre dar a outra face, carregar a segunda milha, dar a capa se pedirem a túnica... A lei não obriga o aborto antes que digam que o aborto é permitido em algumas situações! Sim, é permitido, não obrigatório! Então, pode ou não fazer e assim, ainda mantenho o meu entendimento que não se deve fazer, e a outra pessoa pode decidir fazer mesmo não sendo o meu entendimento...

Não é por ter muito imposto e investimento errado, desvio, que posso "dar um jeito" ou "explicar" e não pagar o imposto. Devo dar a César o que é de César e não ficar explicando porque não estou dando... A lei deve ser seguida até o limite da negação direta de Deus! Isso por não devermos temer quem mata o corpo. Pessoalmente, não podemos desobedecer uma lei apenas porque a achamos injusta, mas devemos desobedecer e devemos estar prontos para a cova dos leões, para a arena, perseguição e essas coisas, se a lei for contra Deus, for para negar ao Senhor, for para prestar culto ou adoração a qualquer outro. Essa é uma regra que só pode ser desobedecida por disposição e ação pessoal! Eu não posso obrigar o outro a adorar somente ao Senhor, mas posso obedecer pessoalmente, mesmo que tenha consequências.

Por isso, devemos tomar cuidado com o que queremos decidir sobre a atitude do outro! Podemos recomendar, sugerir, convidar. Mas o próprio Deus dá o livre arbítrio para que a pessoa faça ou não a Sua vontade. Não posso querer ser mais do que Deus e decidir pelo outro! Sugiro, recomendo, convido, jogo sementes, mas a decisão não está na minha mão nem qualquer coisa que eu faça, na direção de concordar ou discordar, fará diferença no livre arbítrio pessoal. Eu posso dizer o que eu penso, e eu sou contra o aborto, posso recomendar e se a lei fosse taxativa, poderia cobrar que a lei fosse cumprida. Mas mesmo que a lei fosse taxativa contra, eu não poderia impedir a outra pessoa de fazer por vontade própria, como não poderia obrigar a outra pessoa a não fazer. Ela decide pessoalmente, com ônus e com bônus. Posso sugerir, recomendar, dizer o que eu penso e até praticar o que eu penso, mas não posso obrigar o outro a fazer o que eu prefiro, porque Deus dá o livre arbítrio e eu não sou mais que Deus...

Poderíamos seguir e pensar na questão das pessoas que tentam evitar a perseguição por lei, quando Jesus disse que se fizermos a vontade de Deus e mesmo assim formos perseguidos, somos bem-aventurados, já que disse que eu posso dizer o que eu penso. Alguém pode dizer que não se posicionar agora a favor do que prefere pode gerar no futuro a impossibilidade de dizer o que pensa. Mas, sinceramente, se esse dia chegar, eu prefiro continuar fazendo o que entendo como vontade do Senhor e ser bem-aventurado por ser digno de perseguição neste mundo por seguir a vontade de Deus do que tentar lutar contra e ser aceito por este mundo. Não vou preferir a perseguição, nem apressar ela, mas se ela acontecer, quero estar do lado certo pessoalmente e que meu testemunho possa impactar outras pessoas como foi no começo do cristianismo, onde a morte de tantas pessoas serviu para o avanço da mensagem por conta do testemunho.

Recomende, convide, chame, testemunhe! Mas não obrigue. Pois Deus permite o livre arbítrio e cada pessoa deve, pessoalmente, decidir, eu não posso decidir pelo outro.

Que o Senhor nos abençoe!

Até mais, permitindo o Senhor

Forte abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Estamos seguindo o que?

Olá! Graça, Paz e Alegria!

2 Timóteo 3.1-9

1 Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos;
2 pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios,
3 sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem,
4 traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses.
6 Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;
7 sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade.
8 E assim como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.
9 Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesta a sua insensatez, como também o foi a daqueles.

Mais amantes de si mesmos - por exemplo, gostar que suas vontades sejam aceitas e sejam a regra;

(Definições de dicionário com auxílio da internet)

Ganancioso  - adjetivo
1.
em que há lucro ou ganho; útil.
2.
relativo a lucro exagerado;

Presunçoso - adjetivo substantivo masculino
que ou aquele que se supõe melhor, mais bonito, superior, mais inteligente, mais capaz etc., que os demais; presumido, vaidoso, presuntuoso;

Soberbo - adjetivo substantivo masculino
1.
que ou o que tem soberba; arrogante, orgulhoso.
2.
adjetivo
que se encontra em posição mais elevada que outro; sobranceiro, altaneiro;

Desobediente a seus pais - por exemplo, parte da desestruturação da família;

Ingrato - 1.
que ou aquele que não aprecia devidamente os favores ou benefícios que lhe são prestados, que não se mostra reconhecido à pessoa que os presta.
2.
adjetivo
que revela falta de reconhecimento, de gratidão;

Ímpio - adjetivo substantivo masculino
1.
que ou aquele que não tem fé ou que tem desprezo pela religião.
2.
POR EXTENSÃO
que ou aquele que não respeita os valores comumente admitidos;

Sem afeição natural - Romanos 1.18-32 - fala tanto da sexualidade como mistura religiosa e filosófica;

Implacável - adjetivo de dois gêneros
1.
impossível de aplacar, de mitigar; que não cede; inexorável.
"fúria i."
2.
incapaz de perdoar; inflexível.
"justiceiro i.";

Caluniador - adjetivo substantivo masculino
que ou o que profere ou expressa calúnia(s).
JURÍDICO (TERMO)
autor do crime de calúnia;

Incontinente - adjetivo e substantivo de dois gêneros
que ou quem não se controla, não se contém, não tem comedimento, moderação.
que ou quem tem comportamento incontido, é imoderado nos gestos, palavras, atos, sentimentos etc.
que ou quem não é comedido na sensualidade, na satisfação do apetite sexual;

Cruel - adjetivo de dois gêneros
1.
a quem apraz derramar sangue, causar dor; cruento.
"um inimigo c."
2.
POR EXTENSÃO
que gosta de fazer o mal, atormentar, maltratar; impiedoso.
"foi c. com os enteados";

Inimigos do bem - por gostarem mais de suas vontades, ainda que pensem ser boas, o ser humano é levado mais para o lado do pecado, logo, o melhor que podemos fazer será "trapo de imundícia" do mesmo jeito e revelará essa característica;

Traidor - adjetivo
1.
que compromete; comprometedor.
"apesar do disfarce, foi denunciado pela voz t."
2.
perigoso sem o parecer.
"neste trecho a correnteza é t.";

Atrevido - adjetivo substantivo masculino
1.
que ou aquele que se atreve; ousado, audacioso.
2.
que ou aquele que não demonstra medo ou submissão; corajoso, destemido;

Orgulhoso - adjetivo
1.
que tem ou causa orgulho.
"sua pesquisa proporcionou-lhe o. frutos"
2.
que manifesta orgulho ostensivo, vaidade exagerada.
"tanto levanta aquela cabeça o. que chega a uma postura ridícula";

Mais amigos dos deleites do que amigos de Deus - gostando mais do que podem desfrutar da vida que do que podem ter do Senhor. Eclesiastes nos revela que quando buscamos ao Senhor podemos sim desfrutar das coisas que temos, mas sempre debaixo de Sua vontade. As pessoas querem desfrutar apenas e acreditar que está tudo em ordem, quando só estará em ordem desfrutar temendo ao Senhor;

Tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder - parecendo seguir a religiosidade e as coisas da Palavra, mas querendo mais é resolver tudo com as suas vontades e achando que precisam lutar pessoalmente nas batalhas da vida, quando a eficácia é entender que a batalha é espiritual e o Senhor não permite nada que não tenha um propósito segundo Sua vontade.


2 Timóteo 4.1-5

1 Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino;
2 prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino.
3 Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos,
4 e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.
5 Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.

Devemos seguir pregando a Palavra. Recomendar, exortar, ensinar o tempo todo. 

Mas sabendo que as pessoas que deveriam ouvir não vão suportar a sã doutrina, vão preferir agir como nos dias que os profetas anunciavam a queda de Jerusalém diante de Babilônia, buscando palavras de ânimo e confirmação de suas vontades em vez de acreditar que a punição se aproximava por conta da desobediência. As pessoas vão preferir o que agrada ao seu próprio desejo em vez de enfrentar a realidade crendo que o Senhor cuida de todas as coisas. Preferindo palavras que tragam falsa esperança que alegra por um momento, que ter a certeza que o Pai está no controle mesmo nos momentos ruins.  Ajuntando mestres (influenciadores) que apenas confirmam o que preferem acreditar, desviando o ouvido da verdade e acreditando em qualquer coisa por mais estranha e sem sentido que possa parecer, apenas porque confirma a sua própria vontade.

Nós devemos nos manter firmes no que revela a Palavra e sofrer até mesmo as aflições, perseguições, contrariedades dos que pensam fazer a vontade do Senhor, mas estarão apenas realizando a suas próprias vontades. Devemos cumprir o ministério para o qual fomos chamados.


Paulo usou exemplos do dia a dia da comunidade. Hoje em dia, quando se faz isso, as pessoas se sentem ofendidas e fazem de tudo para dizer que o uso do exemplo foi ruim, em vez de aproveitar e aplicar para outras situações parecidas o mesmo conceito de um exemplo prático.

Mas vou ousar dar um exemplo prático que está claro em nossa comunidade Brasileira. Não se trata de me posicionar a favor ou contra, apesar de ter o meu entendimento, mas de revelar que as discussões a respeito prezam mais "o que eu quero" que a racionalidade mínima. 

Alguns vão aceitar apenas porque favorece o próprio pensamento, outros vão negar o entendimento, ambos confirmando que são mais amantes de si mesmos, de suas vontades.

Outros ainda vão entender a dimensão da batalha espiritual envolvida e, quer favoráveis, quer contrários, vão notar que precisamos deixar de lado essa busca pela própria vontade, essa mania de acreditar em fábulas ou em qualquer coisa que favoreça o próprio desejo, e mudar o encaminhamento das discussões (não como brigas, mas como conversas entre contrários que gostariam de avançar em um entendimento).

Passo ao exemplo:

Se a consulta online do Senado der como resultado "não" ao voto impresso, vão dizer que houve fraude. Mas se der "sim", vão querer que acreditemos num sistema que confirmou que confiar num sistema é ruim...

Igualmente, quando a Câmara votar o assunto que nem deveria ter ido ao plenário, vão votar por "sistema eletrônico". Mais uma vez, se der "não" ao voto impresso, vão dizer que houve fraude. Mas se der "sim", vão querer que acreditemos num sistema que confirmou que confiar num sistema é ruim.

Algo está muito errado nisso tudo. Não estou entrando no mérito de ser a favor ou contra, mas nos argumentos que usam! Serve apenas para defender o que preferem, mesmo as coisas mentirosas. Se ao menos o argumento fosse mais técnico, poderia ser possível defender tanto a favor como contra. Mas o que temos é mero "eu quero porque eu quero" e se usa qualquer tese maluca para defender o que prefere.

Precisamos aplicar a Palavra em todas as coisas do dia a dia e viver mesmo o que o Senhor nos revela, para nos encaixarmos entre os que devem seguir o ministério e estaremos no grupo daqueles que seguem a verdade que liberta, mas o texto recomenda igualmente que esses devem se afastar dos que fazem as coisas apenas por conta de suas vontades próprias!

Forte abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

A respeito da impressão do voto

Olá! Graça, Paz e Alegria!

Quando alguém começa a contar alguma teoria (mesmo que seja da conspiração e completamente falsa) a respeito da urna eletrônica, eu dedico tempo para ouvir, porque a Bíblia recomenda conhecer tudo e reter o que é bom. Só vou saber se a teoria é boa ou sem pé nem cabeça depois de conhecer...

Conheço pessoas que trabalham na área de TI. Gosto de conhecer as teorias, por mais malucas que sejam, para que possa perguntar para essas pessoas se faz algum sentido. Gosto de perguntar para quem entende a respeito do assunto, pessoas sérias e que avaliam para além de suas vontades, mas avaliam a situação em si. Isso em qualquer assunto - se quero ser ouvido quando falo dos meus assuntos, preciso dar honra a quem tem honra em outros assuntos!

Mas, a respeito da urna eletrônica a coisa está passando dos limites! E por isso resolvi fazer minhas observações:

Se ela tem um problema, qual a razão de apenas colocar uma impressão do voto? Se o sistema pode ser adulterado para registrar um voto errado (que é possível, isso é, mas só quem entende do assunto para saber se aconteceu na urna depois de uma eleição, e é igualmente possível para quem entende do assunto descobrir possível fraude), da mesma forma o papel impresso pode ser adulterado, trocado, falsificado! Em vez de tirar o problema de uma possível fraude, acrescenta-se uma possibilidade a mais de fraude.

Sem contar que isso não faz auditoria nenhuma no voto na urna eletrônica! A conferência, que pode ser com base numa possível fraude com troca de votos impressos, será de outra mídia, não da mesma! Não permite auditoria do mesmo jeito, se é que esse é o problema...

Se em casa, com um programa simples, um leigo consegue recuperar um arquivo deletado erroneamente, imagina a polícia que faz o mesmo e com técnicos e peritos! Podem até descobrir falhas em sistemas, sabia? Se a urna eletrônica for programada com "voto viciado", pode ser descoberto facilmente!

Se a conversa que leva em conta a possibilidade de problemas na urna eletrônica incluir uma nova solução sem ela ou um aprimoramento do sistema para que ele em si possa ter outras verificações, podemos conversar! Mas essa loucura de ter uma segunda mídia, um "segundo voto" (no sentido de ser "outra mídia"), que pode ser alterado ou fraudado até com mais facilidade que o eletrônico (basta ser num momento de desatenção ou combinado entre quem cuidar dos votos impressos), não tem como parar para avaliar!

Para mim, é assim...

Forte abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

quinta-feira, 4 de março de 2021

Jesus perante Pilatos

Graça, Paz e Alegria!


Leia Mateus 27.11-26

"Será que a voz do povo é a voz de Deus?" - Cantata Vento Livre, música Noite.

Como era a vontade do Pai, nesse caso foi. Mas o povo escolheu o bandido mesmo no lugar daquele que tanto bem tinha feito a tantos. O Senhor tem Seus propósitos cumpridos mesmo quando as pessoas pensam estar no controle da situação!

A morte na cruz era romana. Mas Pilatos não via razão para essa condenação. Além disso, foi alertado por sua esposa para tomar cuidado. Para evitar um problema político, ele concorda que o ato seja realizado, mesmo deixando claro que não tomava parte. Foi mesmo um pedido dos judeus, mas que queriam fazer parecer que Roma tinha "resolvido a questão", talvez para gerar mais receio entre os que pudessem defender Jesus. Roma, através de Pilatos, poderia evitar, mas a preocupação política fez pensar que o banho de sangue poderia ser maior. Deixou que matasse um como que para evitar que muitos morressem por conta de uma possível rebelião.

Muitos foram levados pela opinião de alguns aqui. O povo gritava, mas os sacerdotes incitavam. Pilatos não queria, mas deixou para "evitar um problema maior". Parecia ser o certo.

Quantas vezes isso acontece! As pessoas preferem evitar problemas e se deixam levar pelas circunstâncias, aceitam outras opiniões, se calam. Nesse caso, havia um plano da parte do Senhor. Estava sendo cumprida a vontade do Pai. Mas quantas vezes nos posicionamos achando que estamos do lado do Senhor e, na verdade, como Paulo enquanto perseguia os cristãos, mesmo com zelo e preocupação sincera, fazemos exatamente o contrário! Alguns fazem por maldade mesmo, mas há os que acham estar fazendo o certo, que estão do lado certo!

Que possamos entender a vontade do Senhor de fato e nos posicionarmos adequadamente, com a orientação do Espírito Santo. A vontade do Pai vai se cumprir, é fato, mas que possamos agir direcionados pelo Espírito e não com coração duro! Afinal, há diferença!


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quarta-feira, 3 de março de 2021

Resumo dos livros da Bíblia - 1 e 2 Samuel (6)

Graça, Paz e Alegria!


Observamos nas leituras dos estudiosos que acredita-se que o autor de 1 e 2 Samuel possuía dois objetivos principais quando compôs sua obra:

1) Apresentar a questão histórica. O texto se preocupa claramente em apresentar com detalhes tanto a origem como o desenvolvimento da monarquia em Israel;

2) A questão teológica. A Lei previa a possibilidade de um rei e como seria isso (Deuteronômio 17.14-20). Esse não era o problema. A questão era ficar claro que o momento dessa definição foi por desejo do povo e que, independente disso, o Senhor iria constituir um rei sobre Israel.

A ideia, então, dos livros de Samuel, é apresentar a transição entre os dias dos Juízes para a monarquia. O desafio de continuar confiando no Senhor mesmo tendo um rei, saber obedecer ao Senhor mesmo que seja para ir contra esse rei quando ele estiver fora da vontade do Senhor, e obedecer o que o rei quiser quando não contrariar o desejo do Senhor. Nem sempre foi assim.

Saul é escolhido rei. Mas pouco tempo depois acaba se afastando da vontade do Senhor. Tem pressa em oferecer sacrifício quando era para esperar. Devemos saber esperar pelo tempo de Deus!

Samuel, que ungiu Saul, acaba por ungir a Davi. Se fosse para seguir apenas o que ele via, já poderia ter escolhido outro irmão dele, mas Samuel sabia aguardar a resposta do Senhor. E desse momento em diante, os livros de Samuel se preocupam em deixar claro que o Senhor escolheu Davi, que espera a hora certa para ser rei.

Seguimos na próxima semana, permitindo o Senhor!


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terça-feira, 2 de março de 2021

Visitando a história

Graça, Paz e Alegria!


Leia Ageu 1.1-11

O povo de Israel tinha sido levado cativo para a Babilônia, sendo exilado, tirado de sua terra natal. Como é difícil ir a uma terra estranha! Ainda mais depois da cidade ser cercada, com batalha e ser dominado nesse novo lugar! Isso tinha acontecido com o povo por volta do ano 587 a.C., sendo esse o momento definitivo do exílio! Mas desde 609 a. C. já começava essa realidade. Pelo menos duas vezes antes desse momento definitivo Jerusalém foi alvo da ação dos babilônicos, alguns já foram deportados, o rei da Babilônia já escolhia quem ficaria como rei, mudando até o nome da pessoa, parte dos utensílios do Templo já tinha sido levada. Em 587 a. C. acontece definitivamente, o Templo é destruído, quase nada sobra em Jerusalém.

Por volta de 536 a.C. (sempre dizemos "por volta" porque a data exata é difícil de definir, já que tem ajustes de calendário e os registros podem ser aproximados) o povo volta desse cativeiro, com a intervenção do rei Ciro, da Pérsia. Esse processo todo (desde a primeira invasão) completa os 70 anos que Jeremias descrevia e Daniel interpretou (Jeremias 25.11 e 29.10 - Daniel 9.2). Mas quando o povo foi levado, a cidade de Jerusalém foi destruída e, consequentemente, o Templo, uma vez que a religião e a política andavam de mãos dadas naquele tempo. Destruindo o Templo, destruía-se a política e povo se tornava escravo.

Na volta, que podemos ver nos livros de Esdras e de Neemias, o povo se preocupa com a reconstrução do Muros e da Cidade de Jerusalém. Mas o Templo permaneceu, por muitos anos (aproximadamente 18) em ruínas. É aqui que aparece Ageu e incentiva essa reconstrução. A Terra natal já estava em ordem, as casas, refeitas, mas o Templo permanecia em ruínas. O povo, independente disso, permanecia adorando no local do Templo, mesmo sem reconstruí-lo. Era necessário dinheiro para essa reconstrução e o povo devia sonhar em fazer algo tão grandioso ou até mais que o Templo de Salomão.

Seguimos na próxima semana, permitindo o Senhor!


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segunda-feira, 1 de março de 2021

Biografia dos Profetas - Oseias

Graça, Paz e Alegria!


Oseias significa "salvação" ou "salvo pelo Senhor". É possível também pensar em "livramento" ou "Deus poupou", pensando na importância do arrependimento perante o Pai. É derivado da forma hebraica ‘Hoshea ou ainda Hoshe’a, que originaram posteriormente a variação Osee. Foi um profeta do Século VIII a. C. e tem seu ministério registrado num dos livros do Antigo Testamento que leva seu nome.

Foi chamado para profetizar em Israel, no Reino do Norte. A história de Oseias é muito conhecida principalmente pelo seu casamento com uma mulher revelada como adúltera no livro. Era filho de Beeri. Em seu tempo o reino de Israel já havia sido dividido em duas partes.

Por registros em seu livro, Oseias parece mesmo ter familiaridade com a geografia e os acontecimentos do Reino do Norte. Por isto é possível que ele tenha nascido naquela região, o que não pode ser atestado como definitivo, pois não era impossível mudar de região.

Curiosamente, o profeta Oseias menciona quatro reis do Reino do Sul na introdução de seu livro, 1.1, e apenas um rei do Reino do Norte. Isso tem levado alguns comentaristas a sugerirem que talvez o profeta tenha ou nascido ou encerrado seu ministério e escrito no Reino do Sul; ainda que o foco da sua mensagem tenha sido o Reino do Norte.

Seguimos na próxima semana, permitindo o Senhor!


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